sem tempo

To correndo... sem tempo e sem idéias.

Qdo tiver um tempinho posto algo que preste!

Primavera. Época de florir


Ninguém merece viver no eterno inverno.
As estações do ano são perfeitas. Cada uma com sua função. Assis também é a nossa vida. Temos época de florir, de dar frutos, de nos renovar, e prepararmos para a nova florada.
Ruim é quando nos demoramos demais numa determinada estação...
O que ocorreria com um urso que vivesse para sempre no inverno? Morreria, provavelmente, se não fosse um urso adaptado para isso.
Assim somos nós. Ninguém aguenta viver muito tempo no inverno dos sentimentos. Guardá-los no frio para sempre? Sem poder florir e frutificar?
Não, não é mesmo para isso que nascemos.
Quem aguenta ficar só, no frio do sofrimento, imerso em mágoa e rancor? Quem aguenta a raiva e o desprezo por muito tempo? Quem gosta de indiferença?
Somos seres calorosos e nascemos para amar, para dar flor e fruto. Para conviver e compartilhar.
O inverno as vezes é necessário para que nos recolhamos, pensemos, reflitamos, mas não pode durar para sempre. É preciso viver, agir, florir, frutificar e renovar.
É preciso amar.
Chega uma hora em que o invernos cansa, irrita e prejudica. É quando já deu a hora de amar e nos recusamos a isso. Mas, uma hora, nem que seja quando estivermos praticamente congelados, precisamos mudar. Precisamos acender (ou reacender) a chama de nosso coração.
É hora de amar! Sabendo que nem a primavera e nem o verão duram para sempre. Mas, saindo da inércia e do inverno rigoroso que abate nossos sentimentos e nossas ações.
Vamos florir!!!

Novas oportunidades...


Quando nos deixamos levar por velhas histórias, velhos sentimentos, parece que algo bloqueia o curso da nossa vida. Talvez seja o nosso próprio pensamento que, preso ao passado, impede o curso natural das coisas. Ele funciona mais ou menos como pesada âncora, que nos impede de caminhar, exaurindo em vão nossas forças.

Assim, lutando contra o peso invisível, nos deparamos com dificuldades, muitas vezes reclamando, resmungando, nos sentindo injustiçados por Deus e pelo mundo... As dificuldades presentes parecem sem sentido. As experiências, sem valor...

Valor tinha o que ficou lá atrás...

Será?

Até quando permaneceremos nesse estado?

Até quando nós nos recusaremos a caminhar?


O primeiro passo é perceber a prisão sem muros na qual nos instalamos. A prisão dentro de nós. Nos prendemos recusando a perceber que o passado se foi, que é imutável. Nos prendemos quando recusamos a perdoar. E a NOS perdoar. Nos prendemos quando persistimos em reviver mentalmente situações que se foram, ou quando insistimos em reviver situações que já não condizem mais com nosso presente.


E a âncora está lá, a estagnar nossas vidas.

Que fazer?


Olhar para nós com amor, olhar para os outros com respeito... Na teoria isso parece lindo, mas, na prática, ai, como é difícil... Mas é necessário... Os grilhões fomos nós mesmos que colocamos e a chave do cadeado só tem um nome: Perdão.


Somente com o perdão, conseguimos nos libertar pouco a pouco do peso em nós, galgando novas experiências, e recebendo da vida novas oportunidades. Aquelas pelas quais ansiávamos e que nunca chegavam. Elas estavam ali, bem na nossa frente, a um passo de onde havíamos empacado, mas fora do alcance de nossas mãos, podendo apenas ser cobiçadas por nossos olhos inquietos e inconformados...


Libertos, nem que seja em parte, podemos caminhar, um passo ou dois, rumo a algo novo e inesperado. Nem sempre é fácil abrir mão do passado, já que é a única coisa que nós julgamos ter, mas se faz necessário caminhar para frente, rumo ao desconhecido... Somente lá está nosso futuro, que só será de verdade se vivermos no presente.

Abaixo aos vampiros de felicidade!!!

É duro, viu!!! Como é duro tentar fazer as coisas direito para ficar bem...

A vida é assim, cheia de gente que não quer ver nossa felicidade! As vezes a gente deseja mudar algo, se afastar de alguma situação ou pessoa simplesmente por que não está nos fazendo bem. Nem sempre é fácil, principalmente quando não temos controle total da situação. Quando é assim, muitas vezes acabamos por nos deixar levar pela tristeza. Daí, quando cansados de sofrer decidimos lutar por nós, pode acontecer de algo impedir que essa recuperação flua naturalmente. Tem pessoas que não querem mesmo que sejamos felizes. Que nos magoam e quando percebem que estamos nos erguendo novamente, voltam como zumbis ou fantasmas para nos assombrar. Começam o contato com frases idiotas, daí, quando percebemos, estamos novamente envoltos no mesmo movimento doloroso do passado. É como se fossem parasitas da nossa felicidade, ou vampiros de alegria. Não nos querem felizes. Voltam para orbitar em torno de nós, aproveitando da nossa fragilidade e carência, para revirar o passado e impedir o rompimento do vínculo. Por que? Eu não sei, mas chutaria "egoísmo", uma vez que na maioria são seres mais infelizes que nós, que não estão satisfeitos com a própria vida e jamais vão permitir que alguém que eles magoaram seja feliz antes que eles mesmos consigam ser.

O problema é deixamos esses seres voltarem para a nossa vida devido aos nossos sentimentos de carinho, potencializados pela carência.

Mas, uma hora temos que ser mais fortes, dizer não a esses vampiros de felicidade, dizer não à nossa própria carência, para buscarmos viver o presente, deixando o passado de lado. Só assim poderemos nos libertar dessas situações, e de nós mesmos, e construirmos um futuro melhor, mais tranquilo e saudável.

Temos que ter força para dizermos para esses seres:"Apesar do que sinto por você, não quero mais você na minha vida, pois eu me basto". E seguirmos adiante. Tá, tudo bem, quem me conhece sabe que eu mudo de idéia, vou e volto, principalmente quando tomo uma decisão de supetão, por isso estou dizendo o que é preciso ser feito. Para que eu mesma possa arregimentar forças e decidir. É preciso força para prosseguir na decisão e coragem para abandonar o passado, mesmo que pareça que ficaremos sem chão, pois, o chão está em nós. Eu estou buscando em mim essas forças, pois quero ser feliz hoje, quero ser feliz agora, deixando tudo que me magoou para trás, esvaziando meu quartinho de entulho sentimental e, mesmo que pareça que perdi tudo, perceber que estou agora com as duas mãos livres para receber o meu presente.