Livre

Percebi que a vida é linda
Percebi que eu posso ser feliz sempre que eu quiser
Percebi que ter liberdade é uma das melhores coisas do mundo
E que a melhor das liberdades é a liberdade dos sentimentos...
Hoje posso dizer que sou livre de muito que me aprisionava a um passado distante e doloroso.
E para viver esse momento feliz que vivo hoje precisei ir ao encontro. Ir ao encontro de mim mesma, enfrentando meus fantasmas, enfrentando os seres que julgo meus algozes, observando-os como são e descobrindo que fantasmas e monstros são bem menores que as sombras que eles projetam na parede.

Sou feliz, hoje, por hoje, sou feliz.

Feliz por ter coragem, por ter disposição. por acretidar e, principalmente, por ser livre.

Obrigada...

Hoje só quero agradecer...

Agradecer a Deus pela vida e pela oportunidades maravilhosas desta existência.

Ao Cristo por ser meu Norte.

E a todos que deram cor, som, cheiro, sabor e sensações ao meu fim de semana, que foi simplesmente maravilhoso.

Obrigada, obrigada, obrigada...

Eu aprendi...

Não vou comentar...

"Eu aprendi...
...que ter uma criança adormecida nos braços é um dos momentos mais pacíficos do mundo;


Eu aprendi...
...que ser gentil é mais importante do que estar certo;

Eu aprendi...
...que eu sempre posso fazer uma prece por alguém quando não tenho a força para ajudá-lo de alguma outra forma;

Eu aprendi...
...que não importa quanta seriedade a vida exija de você, cada um de nós precisa de um amigo brincalhão para se divertir juntos;


Eu aprendi...
...que algumas vezes tudo o que precisamos é de uma mão para segurar e um coração para nos entender;

Eu aprendi...
...que deveríamos ser gratos a Deus por não nos dar tudo que lhe pedimos;

Eu aprendi...
...que dinheiro não compra 'classe';

Eu aprendi...
...que são os pequenos acontecimentos diários que tornam a vida espetacular;

Eu aprendi...
...que debaixo da 'casca grossa' existe uma pessoa que deseja ser apreciada, compreendida e amada;

Eu aprendi...
...que Deus não fez tudo num só dia; o que me faz pensar que eu possa ?

Eu aprendi...
...que ignorar os fatos não os altera;

Eu aprendi...
...que quando você planeja se nivelar com alguém, apenas esta permitindo que essa pessoa continue a magoar você;

Eu aprendi...
...que o AMOR, e não o TEMPO, é que cura todas as feridas;

Eu aprendi...
...que a maneira mais fácil para eu crescer como pessoa é me cercar de gente mais inteligente do que eu;
Eu aprendi...
...que cada pessoa que a gente conhece deve ser saudada com um sorriso;

Eu aprendi...
...que ninguém é perfeito até que você se apaixone por essa pessoa;

Eu aprendi...
...que a vida é dura, mas eu sou mais ainda;

Eu aprendi...
...que as oportunidades nunca são perdidas;
alguém vai aproveitar as que você perdeu.

Eu aprendi...
...que quando o ancoradouro se torna amargo a felicidade vai aportar em outro lugar;

Eu aprendi...
...que devemos sempre ter palavras doces e gentis pois amanhã talvez tenhamos que engoli-las;

Eu aprendi...
...que um sorriso é a maneira mais barata de melhorar sua aparência;

Eu aprendi...
...que não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito;

Eu aprendi...
...que todos querem viver no topo da montanha,
mas toda felicidade e crescimento ocorre quando você esta escalando-a;

Eu aprendi...
...que só se deve dar conselho em duas ocasiões:
quando é pedido ou quando é caso de vida ou morte;

Eu aprendi...
...que quanto menos tempo tenho, mais coisas consigo fazer.

Eu aprendi...
... que pessoas invejosas e que nos fazem mal, são dignas de pena e não de raiva."

William Shaskeapeare

Ódio e coisas boas....

Hoje me deu um surto de ódio que me deixou muito triste comigo...
O ódio tem a ver com o tal "argh" que não quero mais.
É tão triste haver ódio onde deveria haver, pelo menos, carinho...
Me peguei neste sentimento hoje. Algumas lembranças, misturadas com atitudes que não aceitamos, ações que julgamos crueis... Daí, quando vi, esse tal de ódio estava vibrando forte em mim. Queria a morte! Nossa, queria sangue! Fiquei muito triste por vários motivos:
1 - Porque não quero odiar ninguém.
2 - Porque vejo com tristeza as coisas terem chegado neste ponto.
3 - Porque não quero odiar alguém por quem eu devia sentir carinho.

Estou triste comigo por ter descoberto que sinto essa coisa horrível, mas, feliz por ter percebido exatamente o que é.
Estou triste pelas coisas terem chegando num ponto tão exdrúxulo que só o ódio sobrou.
Estou triste pois achava que tudo poderia ser diferente e que pelo menos a amizade fosse existir.
Estou triste...

Mas, como isso não é algo que toma conta de todo o meu ser, tem outras coisas boas também.

Há alguns dias percebi que meu coração começou a se colorir. Foi um sentimento estranho me perceber pensando em alguém de novo, sentindo saudade, querendo conhecer mais... Tá, tudo bem, ele nem é o meu "número", mas fiquei feliz ao perceber que estava igual uma boba olhando pro teto.
Sei que essa história não vai virar nada, mas, foi engraçado. Me senti estramente engraçada... Quando eu pensei "Nossa, estou gostando dessa pessoa", foi estranho.
Sabe quando a gente fecha os olhos e do nada ouve uma voz? Vê um rosto? Um sorriso? Meu Deus, o que é isso??? Me senti com desesseis anos... Bobinha de tudo! Mas, estou feliz pois, mesmo que não dê em nada, pude recordar o quanto é bom gostar de alguém!

Então, no mesmo lugar que há esse triste e feio ódio há esperança...

Como estou após um fds em Piracaia!!!

Não quero escrever mais nada, essa música me reflete hoje!
Obrigada a todos que me fizeram sorrir e me mostrar que posso ser melhor que um "argh".

Evolução
(Em C Bm Em)
Em D G
Viajei séculos nas trevas
C7M
Para compreender e enxergar a luz
Em D G
Convivi muitos anos com a ignorância
C7M
A fim de buscar e aceitar a bondade.
Em D G
Alimentei orgulho no meu coração,

Minha meta agora é prosseguir
C7M
Nos caminhos da humildade.
Em D G
Feri faces, machuquei corações,
C7M
Agora ofereço o meu respeito
Am7
E minha compreensão.
G C G/B
Convivi com o vazio e a tristeza
C G
Sem rumos e sem ideais,
G C Bm7
Hoje eu abro as portas do meu coração
Am7
Para o amor,
G C G/B
Para a alegria de viver
Am7 Bm7
Intensamente cada minuto
Am7 Bm7 Am7
Da minha vida…
G C
Sim, eu enxergo a luz,

Bm7 Am7
A paz mora no meu coração,
G
Meu verbo predileto
C Bm7 Am7
Chama-se amar.
G Am7
Amo, amo e amarei,
Bm7
Essa é minha meta,
Am7
Essa é minha realização.
G Am7
Amo, amo e amarei,
Bm7
Essa é minha meta,
Am7 F Em Dm Em C Bm Em D C Bm Em
Essa é minha realização.

G C G C Bm7 Am7 Bm7 Am7
Sim, convivi.
G C G C Bm7 Am7 Bm7 Am7
Sim, vou viver…
G G/B (Am7 Bm7)
Sim eu enxergo a luz...

Não quero mais argh

Não aguento mais esse "argh", nao quero mais sentir isso!!!!!!!!!

Isso não é bom!


Socorrrrrrrrrrooooooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!

Não quero que o "argh" cresça!


Hoje foi um dia confuso, aliás, confuso dentro de mim...
São tantas coisas que vêm a cabeça que não sei nem por onde começar...
Bom, vou tentar me expressar!!!
Primeiro, acordei, fui dormir e acordei novamente acreditando que uma certa situação que vivi fora toda mentira. Isso, percebi, não tem me feito bem. Na verdade, percebo que não tenho condições de avaliar isso por agora, mas, observando os frutos que hoje estão dando, vejo que não foram boas sementes em boa terra. Por mais que não queira acreditar nisso, hoje existe um certo "argh" entre os envolvidos que me faz pensar que não foi nada sincero, pois, se assim fosse, hoje tudo seria diferente. Mas, acho que o tal"argh" está tão dentro de mim que não consigo vibrar nada diferente.
É com pezar que olho para onde deveria haver carinho, não digo amor, mas carinho e amizade, e só há mágoa, raiva e rancor. É com o coração inundado de tristeza que me sinto atingida por esses sentimentos inferiores, não como vítima, mas como co-autora. Tento me agarrar nas coisas boas que, a cada golpe sofrido, somem da minha mente. Pouco a pouco, sorrisos, cores e sons vão desaparecendo, cedendo espaço a uma escuridão sem fim.
Mas, não quero isso! Não quero que os sentimentos inferiores tomem o lugar que algo bom. Não quero que tomem conta de mim. Não sei o que fazer.

Queria tomar uma pílula mágia que me fizesse adormecer e só acordar quando tudo isso passar. Ou ter força suficiente para que cada golpe desferido contra mim não me atingisse tão profundamente e que esse sentimento que eu hoje só consigo definir como "argh" não cresça, aumentando os débitos de minha alma já tão endividada.

E esse "argh" está tão grande. Não quero que seja assim. Não é bom! Estou e vou continuar lutando para me fortalecer, de modo que cada golpe me fira menos e menos. Não pretendo dar mais espaço para essa coisa e quem quiser sentir isso, que sinta por sí. Não será recíproco.

Tem um outro problema, a ânsia de sair dessa situação é tão grande que por si só se torna uma obsessão. Não mais pela situação, mas por me livrar dela. Isso é ruim! E também me atrapalha.

O mais difícil dessa confusão toda são os outros assuntos, pois, fica muito difícil de sair de mim para organizar o que realmente importa.
Eu descobri outras coisas. São planos. Contudo, preciso apacientar meu coração para descobrir minhas reais intenções em dar prosseguimento a esses planos.
O que eu quero?
Por que eu quero?
Para que eu quero?

Talvez muitas mudanças, mudanças supreendentes.
Espero não perder o foco!

Então, acalmar-me. A única solução possível.

Estranho desdobrar...


Essa noite aconteceu algo muito estranho, mas que não é novidade. Geralmente ocorre depois de estudos ou conversas mais profundas. E ontem foi assim. Após um estudo virtual e profundo, fui dormir. Tudo bem, quarto estranho, cama estranha, não estava em casa.
Mas, algo diferente aconteceu.

Eu fui dormir triste, pensando nos problemas e de um modo meio torto de me livrar deles (na verdade só ia arrumar mais problemas, pois o x da questão continuaria do mesmo modo). De olhos fechados, coberta até a cabeça, eu vi o quarto iluminado. E, de olhos fechados eu via todos os meus movimentos... Fiquei com medo, claro, afinal, tenho medo de tudo.

Não gosto quando isso acontece, pois, sei que aí tem...

Sei que vários pensamentos e imagens vieram a minha mente.
Era tarde, perto das duas da madrugada e nada de dormir.
Mais imagens, imagens que eu não queria deixar vir.

Dormi, meio que acordada, dormi novamente e sonhei.
Ainda não me lembrei dos detalhes do sonho. Só sei que sonhei com as pessoas que estavam envolvidas no tal problema e na solução que não era solução. E mais, no "sonho", as respostas vinham de maneira natural. Eu sei o que eu devo e, principalmente, o que não devo fazer. E sei que, na verdade, eu queria sentir o que acho que tenho que sentir, mas, não é assim.

Ah, a luz continuou lá, do lado da cama, enquanto eu ficava bem encolhida virada pro outro lado. Mas, uma mão muito estranha e invisível continuou a passar a mão na minha cabeça, mesmo que eu pedisse para ela parar. E ficou lá mesmo depois que eu dormir.

É, sou espírita sim, mas, sou muito medrosa também. Coitados dos meus amigos espirituais, devem me achar patética...

Voltando ao desdobrar, não sei o que quero fazer. Aliás, até sei: "cagada". Mas, tenho uns dias para pensar sobre isso.
Só espero que essa mão que me acariciou não volte para puxar minha orelha.

Decálogo da Serenidade


Decálogo da Serenidade

1- Procurarei viver pensando apenas no dia de hoje, exclusivamente neste dia, sem querer resolver todos os problemas da minha vida de uma só vez.

2- Hoje, apenas hoje, procurarei ter o máximo cuidado na minha convivência, cortês nas minhas maneiras, a ninguém criticarei, nem pretenderei melhorar ou corrigir à força ninguém, senão a mim mesmo.

3- Hoje, apenas hoje, serei feliz. Na certeza de que fui criado para a felicidade, não só no outro mundo, mas também já neste.

4- Hoje, apenas hoje, adaptar-me-ei às circunstâncias, sem pretender que sejam todas as circunstâncias a se adaptarem aos meus desejos.

5- Hoje, apenas hoje, dedicarei 10 minutos do meu tempo à uma boa leitura, recordando que assim como o alimento é necessário para a vida do corpo, a boa leitura é necessária para a vida da alma.

6- Hoje, apenas hoje, farei uma boa ação, e não direi a ninguém.

7- Hoje, apenas hoje, farei ao menos uma coisa que me custe fazer, e se me sentir ofendido nos meus sentimentos, procurarei que ninguém o saiba.

8- Hoje, apenas hoje, executarei um programa pormenorizado, talvez não o cumpra perfeitamente, mas ao menos escrevê-lo-ei, e fugirei de dois males, a pressa e a indecisão.

9- Hoje, apenas hoje, acreditarei firmemente, embora as circunstâncias mostrem ao contrário, que a Providência de Deus se ocupa de mim, como se não existisse mais ninguém no mundo.

10- Hoje, apenas hoje, não terei nenhum temor, de modo especial não terei medo de gozar o que é belo, e de crer na bondade.

Sentimentos... Sacos de areia.


Às vezes, guardamos coisas por medo, vergonha ou orgulho. Sejam sentimentos ruins ou bons.

Bom, como eu só posso falar de mim, vou falar como vejo isso um pouco.
É comum que guardemos sentimentos ruins, seja por medo de enfrentarmos as conseqüências, seja por orgulho.
Mas, e quando temos bons sentimentos e os escondemos, por que fazemos isso?
Quando eu tenho um sentimento bom e não sei o que me espera, geralmente eu escondo. Escondo por orgulho, por medo de me acharem estranha, sei lá.
Percebi outra coisa, também.
Percebi que quando tenho um sentimento mais forte por alguém e esse sentimento não é mais bom ou não faz mais parte da realidade, quando o coloco pra fora, parece que ele diminui. É como se tudo fluísse a partir do momento em que se admite o que se sente por alguém, mesmo que naquele momento o sentimento não seja recíproco.
É mais ou menos assim: Ficamos com aquilo nos martirizando, daí, quando expressamos a verdade, parece que sai e vai embora, como se tudo se ajeitasse e aquilo, que parecia grande e me consumisse, ficasse pequeno, quase que sem sentido.
Então, por que guardar?
Vamos jogar fora tudo que está nos sufocando, ser feliz, livre das amarras que nos prendem ao passado ou às ilusões e viver o hoje!!!

Acabei de pensar em outra coisa: Esses sentimentos são como sacos de areia. São bons, quando estamos em terra. Úteis. Mas, quando é hora de voar, não nos cabem mais e devem ficar em terra. O único jeito é colocar pra fora do balão, ou seja, do coração. Entregar para quem de direito e subir rumo ao novo. Isso não significa que ele vai deixar de existir. Um saco de areia será sempre um saco de areia, mas, não cabe no vôo.

A faca? Coragem!!!

O negócio é voar livre de nós mesmos, e sem nos preocuparmos onde este balão vai pousar.
Ah, na hora de pousar novamente, também precisamos ter coragem para amarrar novos sacos de areia e perceber exatamente de que tipo são.

Pacto... Uma velha história não compreendida, por isso mesmo, ATUAL.


Há alguns anos, duas jovens fizeram o que chamaram de "Pacto". Princesas arrogantes do passado, seres difíceis, orgulhosos e, sobretudo, medrosos, essas garotas estavam começando a perceber o quanto afastavam o mundo a sua volta delas mesmas.
Um dia, tomadas por uma disposição de mudança, selaram o pacto de tentar permitir com que outros seres se aproximassem delas. Sempre alegres, comunicativas, dinâmicas e dispostas, quem com elas convivia não imaginava os conflitos internos que as dominavam.
Aparentemente, seres dóceis, meigos e cativantes, na verdade, a cada passo que davam em direção ao outro, davam dois para o sentido contrário.
Firmando o pacto de se ajudarem nesse contexto, as duas jovens experenciaram, cada um a sua maneira, os primeiros ensaios do "permitir-se". Esse pacto incluia uma trilha sonora e, posteriormente, uma comunidade no orkut.
Apesar da trilha sonora copiada, ouvida, distribuída, as disposições ainda eram fracas, e ambas não saiam do "tentar", ou pior, achavam que estavam tentando quando, na verdade, estavam repetindo os mesmos movimentos de antes, apenas num formato diferente.
Onde estava o erro?

De maneira didática, elas criaram a "Teoria da Caixinha". Era mais ou menos assim: Seres medrosos se encaixotam para não conviver. Assim, fogem da convivência mais próxima, mantendo-se alegres, sociáveis e bem quistas, porém, intocáveis em seu universo interior. Mas, como é esse insulamento? Ah, ele é íntimo e bem disfarçado. Às vezes, se manifesta como "não estou entendendo", outras vezes com o "tá bom, vamos ver o que o tempo vai fazer", então, se cruza os braços e se fica onde está.
Porém, existe um processo mais difícil de se detectar: Quando achamos que já abrimos a tampa da tal caixinha, agindo apenas no campo das atitudes, mas, com o coração tão medroso quanto antes.
Quanto não olhamos direito para nossos sentimentos e nossas limitações, certamente corremos o risco de que isso ocorra conosco.
Existe algo grave, também, neste contexto. É quanto abrimos a tampa da caixinha e, a qualquer sinal de aproximação "inimiga", a fechamos, ou até, metemos cadeados. E, ainda podemos incorrer na falha anterior e estarmos tão disconexos de nós mesmos que achamos que a caixa está aberta.
Como perceber o real estado nosso em relação a tal caixa?
Hoje vejo que é somente tentando olhar para nós mesmos, verificando nossas atitudes em relação aos outros e, principalmente, o que sentimos, sendo sinceros conosco sempre.
Olha, o grupo de seres encaixotados é imenso...

Em relação à caixinha, agora, falando de mim, observando meus comportamentos e os frutos que tenho colhido, vejo que um dia achei que estava tomada de coragem e que já tinha pulado fora da caixinha. Hoje percebo que cometi o erro mais grave de todos! Enganar a mim mesma! Não, não pulei fora da caixinha. Às vezes duvido até mesmo que tenha aberto a tampa. Tá, acho que abri sim, olhei pra fora, mas continuei lá dentro, me defendendo dos perigos imaginários da convivência que, na verdade, é algo natural e necessário para o ser.
Hoje olho e vejo quanto medo ainda tenho, o quanto acho que preciso me defender da convivência afastando os outros de mim com a agressividade que só eu sei ter, e quanto eu afasto os que mais amo. Sou boa nisso!

Quanto ao tal do pacto, percebo hoje que ele não foi bem compreendido, pois, anos depois, as mesmas jovens estão frente a frente, diante das mesmas situações, com as mesmas dificuldades, sendo, desta vez com mais informações, obrigadas a olharem para si mesmas através do outro, que é o espelho maior que se tem na vida. Ah, elas mesmas são o espelho uma da outra e também se encaixotam uma para outra de vez em quando.
Vendo essa história de fora, eu percebo o quanto elas aprendem mais e têm mais força quando estão juntas, apoiando-se e refletindo-se.
Hoje, diante de novas situações, elas são obrigadas a ter um posicionamento diferente e lidar com o novo. O que é esse novo? Ninguém sabe, afinal, se não, não seria novo.

E o pacto? O que é o pacto? Isso, só elas sabem! Mas, hoje se tem notícia que é algo do além!!!
Qualquer dia eu posto algumas das músicas da tão famosa trilha do Pacto, se eu tiver permissão para isso.

Boa sorte para todos os seres que acham que querem, mas, no fundo, não querem. Que tentam não tentando, que correm para um lado, quando o coração manda correr para outro, que se isolam, se afastam, que deixam de viver! Boa sorte para todos que querem encarar com coragem a si mesmos, acreditando que há mais no mundo que o medo de ser machucado. Há, sobre tudo, o amor!

Férias


Férias!!!!!!!!!!!!

Comida da mamãe, exposição agropecuária, minha cama... Ai, como é bom!!!

É bom rever os amigos, também!!! Muito bom!!!
E os desafetos?
Ah, desencana dos desafetos!

O negócio é ser feliz!

Eu e o outro - meu espelho!




Estava conversando hoje com uma amiga a respeito dos sentimentos e do quanto nos escondemos de nós mesmos. O quanto o medo é forte ainda e nos faz atacar para defender. Defender de quê?
No último fim de semana, ouvi numa aula algo que eu já tive a informação, mas que, desta vez ficou muito mais evidente para mim. Ouvi que precisamos do outro para nos refletir. Então, pensando em como eu sinto, penso e faço, me vi exatamente assim: querendo me livrar do outro, atacando, para me defender da convivência com o outro e comigo.
Também percebi que quanto mais próximo o ser, mais ele me reflete, então, de maneira não consciente, eu acabo por atacando para que esse ser se afaste de mim. E quanto mais eu gosto, mais ataco, para que de nenhum modo eu possa conviver para me perceber.
É claro que tudo isso é automático. Tudo parte de um processo mecânico. Quando eu precebo que vou me envolver, seja com amigos, familiares, etc, mais eu provoco situações para que eles se afastem de mim.
Não havia percebido o quanto isso é real e forte e o quanto é freqüente também.
Outa coisa que descobri é que sempre fui assim, mas, depois que uma amiga muito próxima minha morreu, isso ficou mais forte. Lembro-me que a dor foi tanta e tão imensa, que comecei a mal tratar todas as outras amigas, pois as queria fora da minha vida para que eu também não sofresse a perda delas.
Analisando minha vida, vi o quanto eu venho fazendo isso e magoando as pessoas em torno de mim. E o que mais me dói é perceber o quanto eu afasto os seres que mais amo pelo simples medo de perdê-los.
Não estou dizendo que a causa disso tudo foi a morte da Kika, mas, talvez aquela dor tenha aberto painéis de outras dores de passados longínquos e tenha me colocado na defensiva para que eu não sofresse mais. Ledo engano.

Eu tenho uma amiga muito parecida comigo. Até brincamos que nossas vidas são xerox. Sei que vez ou outra eu me "divorcio" dela. Na hora dá um certo alívio, mas, sempre que "voltamos" (Rs) e uma das duas está em situação crítica por algum motivo, conseguimos perceber melhor as causas e o que fazer. Isso pelo simples fato de nos refletirmos. Eu me vejo nela e ela se vê em mim e somente convivendo é que conseguimos fazer os links entre nós-encarandas e nós-espíritos e os compromissos e percepções se afloram. Não que seja fácil conviver com alguém que me mostra o tempo todo como sou, mas, hoje, percebo que é necessário.

Um amigo espiritual nos disse uma vez que só negamos aquilo que conhecemos e que nossos compromissos espirutuais estão em nós, logo, os conhecemos, embora não lembremos. Sabe, talvez seja por isso que fujamos tanto de determinadas situações e convivências, pois sabemos que elas não serão fáceis, mas, sabemos que elas são necessárias para nos percebermos e é exatamente isso que não queremos, afinal, quem quer se ver arrogante, nervoso, impaciente, voluntarioso, personalista, egoísta e etc. É mais fácil ficamos próximos de espíritos que não tem nada a ver conosco ou que não nos contrariem, não é?
Isso é por que não acreditamos que somente semelhante atrai semelhante e não queremos ver que aquele ser tão difícil diante de nós que nos atrai com tanta força e a quem repelimos com força até maior é nosso maior espelho e nossa passagem para dentro de nós mesmos.

Hoje eu percebo o quanto perdi nesses dez anos pós Kika (e até antes) e, após descobrir tudo isso dentro de mim, decidi que não quero mais fugir desse tipo de convivência, pois não quero mais fugir de mim mesma e me esforçarei para abaixar o escudo e largar a espada que me afasta do outro e me distancia de mim.
Não é a toa que espíritos se encontram, se afinizam em criam laços. Além do fato de que atraimos sempre nossos semelhantes, não podemos nos esquecer da anterioridade e que um passado de história fortes e dolorosas precisa ser redimensionado, com coragem, paciência e amor.
Acredito que esse sentimento atrativo, que chamamos de amor (seja ele de qualquer natureza) seja um sinalizador do que deve ser feito dentro de nós e quais os seres que devem nos acompanhar nesta caminhada. Acredito no amor, na atração, na amizade como recursos para que eu possa ser um espírito melhor. Acredito que trabalhar em cima desse amor pode reajustar energias doroloras e que, com força de vontade, podemos superar qualquer obstáculo íntimo, seja ele o orgulho, o rancor, a mágoa... E que ele é o principal combustível para que vençamos o medo. O medo de conviver conosco através do outro...
Eu acredito no amor como força principal e que tudo pode ser superado, pois ninguém consegue fugir de si mesmo para sempre!!!

Mágoa, maior que eu??? Não pode!!!


Hoje pensei muito a respeito da mágoa e de como ela é forte em mim.

Já disse aqui que tenho muitas mágoas, mas, acho que não contei como me livrei de algumas delas.

Percebi que quanto mais eu guardo, mais aquilo vai crescendo dentro de mim, tormando porporções enormes, quase maiores que eu mesma.

Também percebi que quando eu consigo falar com o ser que eu julgo que me magoou, fica mais fácil digerir esse bolo.

Às vezes, deixamos que a mágoa seja dona de nossos passos, norteando nossas decisões, sem percebermos que nós não somos a mágoa e o ser a quem julgamos culpado não é apenas aquilo.

Percebo que quanto mais eu deixo aquele sentimento dentro de mim, achando que ele vai diminuir, mais me engano, pois, em mim, não passa. Também descobri que quando eu entro em contato com o outro e consigo me expor, percebo que a pessoa não é tão ruim quanto eu julgava, ou que a situação não é tão grave quanto a imensidão que eu criei dentro do meu coração.

Por vários motivos:

- Nem sempre o outro faz de propósito,

- As vezes o que o outro faz é o único modo que ele sabe fazer

- As vezes que o ser age de um jeito, mas, nem sempre se consegue expressar o que se sente

- O medo nos leva a agir de modo impensado



Pensando nisso, eu tenho buscado expressar minhas mágoas para as pessoas a quem julgo meus algozes e sempre percebo que o monstro é bem menor do que o que eu criei.

Aproveitando o ensejo, eu quero dizer que se você, que gasta alguns minutos do seu tempo lendo meu blog tem alguma mágoa de mim, me fale. Se tem várias, fale também. Quero ouvir, poder entender até onde eu machuco as pessoas, e, quem sabe, dizer: "Olha, eu agi assim pois...".

Daí você vai ver que sou mais uma pessoa assustada (que ataca para se defender) e atrapalhada do que propriamente má.

Mas, fale comigo, mesmo. Eu tenho feito esse exercício é muito bom. Espero que com isso eu não fique mai doente!

Fale mesmo, quero ouvir você, só ouvir, para entender até onde eu vou na sua vida!!!

Saudade...


Um dia percebemos que o tempo passou e que as coisas mudaram, ou que a realidade não é aquela que desejamos... Quando gostaríamos que ela fosse de outra forma, bate a saudade.
Sentimos saudade de quem está longe, mas que gostaríamos que não estivesse.
Sentimos saudade de quem já se foi, e que desejamos que não tivesse ido.
Sentimos saudade de um tempo que não volta mais...

Eu sinto saudade da minha infância, dos meus amigos dos tempos de menina, de subir em árvores, andar de bicicleta, brincar de boneca.
Sinto saudade da adolescência, de sair todas as noites, de não me preocupar com a vida e, ao mesmo tempo, querer mudar o mundo.
Sinto saudade da faculdade, dos amigos, das festas e das aulas que não serviam para nada.

Sinto saudade de momentos que se foram e que não voltam mais...

Um abraço apertado...

Um beijo na escada rolante...

Um jogo de fliperama...

Chocolate quentinho...

Dormir juntinho no frio...

De uma pelúcia falante...

De uma gatinha sem boca...

De encontrar aqueles olhos e aquele sorriso depois de muito tempo...

De cafuné...

Desenho animado no cinema...

Pão de queijo...

Conversas amigas com segundas intenções pelo msn...

De musiquinhas feitas só para mim...

De colo...

De um cheiro...

De um gosto...

De um toque...

De um olhar...

De uma voz...

De um espírito.



Recebi isso uma vez, há muito tempo atrás. Saudade desse tempo:


Do Livro "A Voz do Mestre" ~Do Primeiro OlharDo Primeiro Beijo Do Casamento

Do Primeiro Olhar

É aquele momento em que a Vida passa da sonolência para a alvorada. É a primeira chama que ilumina o íntimo mais profundo do coração. É a primeira nota mágica arrancada das cordas de prata do sentimento. É aquele momento instantâneo em que se abrem diante da alma as crônicas do Tempo, e se revelam aos olhos as proezas da noite, e as vozes da consciência. Ele é que abre os segredos da Eternidade para o futuro. É a semente lançada por Ishtar, deusa do Amor, e espargida pelos olhos do ser amado na paisagem do Amor, depois regada e cuidada pela afeição, e finalmente colhida pela alma.O primeiro olhar vindo dos olhos do ser amado é como o espírito que se movia sobre a face das águas e deu origem ao céu e à terra, quando o Senhor sentenciou: "E agora, vivei!"


Do Primeiro Beijo

É o primeiro gole de néctar da Vida, numa taça ofertada pela divindade. É a linha divisória entre a dúvida que engana o espírito e entristece o coração, e a certeza que inunda de alegria nosso íntimo. É o começo da canção da Vida e o primeiro ato do drama do Homem Ideal. É o vínculo que une a obscuridade do passado com a luminosidade do futuro; é a ponte entre o silêncio dos sentimentos e a sua própria melodia. É uma palavra pronunciada por quatro lábios, proclamando o coração um trono, o Amor um rei e a fidelidade uma coroa. É o toque leviano dos dedos delicados da brisa nos lábios da rosa — pronunciando um longo suspiro de alívio e um suave gemido.É o começo daquela vibração mágica que transporta os amantes do mundo das coisas e dos seres para o mundo dos sonhos e das revelações.É a união de duas flores perfumadas; e a mistura de suas fragrâncias, para a criação de uma terceira alma.Assim como o primeiro olhar é uma semente lançada pela divindade no campo do coração humano, assim o primeiro beijo é a primeira flor nascida na ponta dos ramos da Árvore da Vida.


Do Casamento

Aqui o Amor começa a traduzir a prosa da Vida em hinos e cânticos de louvor, com música que é preparada à noite para ser cantada durante o dia. Aqui a força do amor despe-se dos seus véus, e ilumina todos os recessos do coração, criando uma felicidade que só é excedida pela da Alma quando se encontra com Deus.O casamento é a união de duas divindades para dar nascimento a uma terceira na terra. É a união de duas almas num amor tão forte que possa abolir qualquer separação. É aquela superior unidade que junta as metades antes separadas, de dois espíritos. É o elo de ouro de uma cadeia cujo começo é um olhar, e cujo fim é a eternidade. É a chuva pura que cai de um céu perfeito para frutificar e abençoar os campos da divina Natureza.Assim como o primeiro olhar entre os que se amarão é como uma semente lançada no coração humano, e o primeiro beijo de seus lábios uma flor nos ramos da árvore da vida, também a união de dois amantes pelo casamento é como o primeiro fruto da primeira flor daquela semeadura.

Obstáculos em nós!


Lá vou eu, novamente, falar a respeito do perdão... Mas não é só isso...

Quem sabe, de tanto eu falar (ou escrever), eu consiga aprender alguma coisa e realizar em mim essa tão difícil obra.

Tenho muita dificuldade em perdoar. Perdoar os outros e a mim mesma, principalmente.

Por exemplo: Descobri esta semana que tomei uma decisão importantíssima calcada no MEDO (já falei dele aqui). Era uma decisão séria que mudaria todo o curso da minha existência. Por sentir tanto medo de olhar para mim e ver que cresci, por sentir medo das coisas não darem certo, por sentir medo no campo profissional, por não sentir segurança, eu decidi pelo que era mais fácil.

Em virtude disso, estou inserida em outra realidade, com outras possibilidades, mas, percebo que meus compromissos íntimos, principalmente ligados ao desenvolvimento profissional, ficaram prejudicados e uma outra decisão, agora mais difícil, precisa ser tomada. As mesmas condições não existem mais. Nem externas e nem internas. Agora, optar pelo que ficou para trás (no campo profissional) é muito mais difícil e encontra barreiras imensamente maiores (materiais e emocionais), e nenhum respaldo.

O que fazer?

Primeiro, me perdoar pela decisão "fácil" tomada. Decisão que agora gera dificuldades imensas. Perceber que eu poderia viver diferente, mas que essa diferença eu posso fazer em qualquer lugar. Perceber que não sou mais adolescente e que posso enfrentar as dificuldades que vierem e que elas são sempre para o meu crescimento. E definir, no campo profissional, se eu quero me arriscar, acrenditando que eu posso, mesmo sem as condições possivelmente favoráveis de outrora, e seguir a diante, buscando meus sonhos e objetivando minhas metas.

O que vale a pena? Buscar os sonhos! Se o medo me fez tomar o caminho mais fácil, agora é preciso correr atrás do que ficou. Se, para realizar meus sonhos profissionais (que agora também são espirituais) for preciso enfrentar dificuldades muito maiores daquelas que eu fugi, eu vou! Vou, pois acredito que posso! Que não sou mais uma jovenzinha assustada e que tenho potencialidades mil. E que, acima de tudo, posso "olhar as árvores do céu" e nelas me espelhar.

Então, talvez eu tenha me perdoado e, com toda a força que eu tenho dentro de mim, vou me agarrar nesses sonhos e conseguir aquilo que quero, mesmo que, ao invés de pular um muro de dois metros, eu precise escalar uma montanha, eu escalarei.