Amanhã é dia... de reunião


Amanhã temos reunião...

É mais um passo de nossa continuidade, que, para alguns poderia ser considerado um recomeço, mas, para mim, é parte de um processo que começou há anos atrás...

Amanhã é dia de avaliar, conversar, trocar idéias, planejar. É dia de curtir os amigos, matar saudades, e comentar as novas histórias de comenoesp... "Você viu o que aconteceu com fulano no sábado de manhã?"

Amanhã é dia de gestão. Aliás, é dia de Reunião de Gestão, porque quem vive o movimento com intensidade, o gesta diariamente.

Quando vemos um texto, uma dinâmica, um jogo, um brinquedo...

Quando encontramos alguém no msn ou lembramos que ficamos de mandar algum e-mail...

Quando recebemos um torpedo, quando lembramos de enviar um...

Quando olhamos as fotos e lembramos dos abraços, dos sorrisos, das brincadeiras...

Daí vem o cheiro, o som, a cor...

Quem gesta o movimento o gesta diariamente simplesmente porque é diariamente que cultiva a amizade.

Isso, para mim, é a gestão de movimento: AMIZADE. O resto é só tarefa. Tarefa essa que faço com amigos.

E tem coisa melhor que fazer qualquer coisa com os amigos???

Então, reunião de gestão, para mim, é o encontro de amigos... Amigos que trabalham juntos por um ideal, mas, simplesmente, amigos.
Afinal, de que vale os cargos transitórios se depois continuarmos sós???

Sair ao encontro!


Desde o fim de semana, não consigo parar de pensar no quanto as coisas mudam...
Aí estou eu, nesta fotinho, com minha amiga Pril, de Rio Preto, o Carlos e o JT, que são de São João da Boa Vista e Atibaia. Pelos trajes dá para se perseber que não estamos numa reunião...
Pois é, quem diria que um dia eu iria sair da minha casinha para viajar até algum ponto da 2a assessoria para um evento deles, ainda mais uma festa. E olha que eu adoro festas!!!
Se alguém me dissesse isso há um ano atrás, eu riria e acharia que é mentira!!! Não que eu não gostasse das pessoas de lá, muito pelo contrário... Tem muita gente bacana sim! Só que eram pessoas bacanas com quem eu nunca tinha contato.
Na correria das reuniões, era "oi", "saudade", "tchau" e pronto... E ficava no coração aquela sensação de que não tinha sido suficiente.
Mas, como tudo muda na nossa vida, seres aparecem para agilizar a nossa dinâmica e nos dar oportunidades novas.
Enfim, estou muito feliz por essas mudanças, por essas aproximações, pelo contato que tive com algumas pessoas com quem sempre simpatizei, mas que nunca tive oportunidade de conhecer melhor, e pelas novas que conheci.
Disso tudo tiro uma lição: As coisas sempre podem ser melhores, basta termos disposição para isso. Tá bom, essa é uma teoria já manjada, mas pude senti-la bem dentro do meu coração.
Um dia um velho amigo me disse que "para se encontrar alguém ou alguma obra é preciso sair ao encontro". Essa frase nunca foi tão real para mim quanto é agora!!! Sair ao encontro...
E quem ganha somos nós mesmos!!!

As asas do espírito

Da mesma forma como o deserto necessita de chuva...,

Da mesma forma como uma criança necessita de um nome...,

Da mesma forma como as rosas necessitam de água...,

...o espírito humano necessita de cuidado e atenção.

Esta existência terrena é a infância da Eternidade.

Esta existência terrena, tal como a infância, é um período de deleite, e também de aprendizado.

Somos aprendizes neste mundo inferior, e a nossa lição pode ser resumida em três palavras:

Purificar o coração.

O que é efêmero, e o que é Real?

Que coisas têm verdadeiro valor?

Sons e cores do mundo distraem os sentidos, e muitas vezes ofuscam aquilo que é Essencial...

Essencial é a ascendência, essencial é o aprimoramento interior...

Essencial é examinarmos o nosso coração, todas as noites, para verificar se tivemos lucros ou perdas no nosso capital espiritual.

Essencial é lembrarmos que a nossa passagem por aqui é finita, e que em breve seremos chamados a partir...

O nosso corpo físico assemelha-se a uma gaiola, e a nossa alma, a uma ave.

Chega o dia em que a Mãe Amorosa abre a porta da gaiola e diz para a ave do espírito:

“É chegada a tua hora, Voa...”

O que fará nesta hora a alma, recém-liberta da gaiola do corpo, conseguirá ela voar...?

No dia em que a gaiola do nosso corpo fenecer, estaremos aptos a voar com as asas do nosso espírito?

Devemos aproveitar os nossos dias, enquanto habitantes deste mundo inferior...,

...para fortalecermos as asas do espírito, de modo que possamos, na hora da morte, alçar vôo...

...rumo aos Reinos Eternos, rumo às Cidades Imortais.

As asas do espírito constituem-se das virtudes que cultivamos...

“...Vive, pois, os dias de tua vida, os quais são menos de um momento fugaz, mantendo sem mancha a tua mente, imaculado teu coração, puros teus pensamentos e santificada tua natureza...,

...de modo que, livre e contente, possas abandonar essa forma mortal, recolher-te ao paraíso místico e habitar, para todo o sempre, no reino eterno.”

Bahá’u’lláh

Que fazer com três dias de folga?


Feriado.....

Que tem para se fazer num feriado????

Eu gostaria de ir para casa, mas, e lá??? O que há para se fazer? Nada. Assistir TV e visitar os pais.. . Tá bom, tem amigas que eu gostaria de ver, mas uma está em GO, a outra, no TO, e outras, são ocupadas de mais...

Analisando, tirando meus pais, não tem por que ir para casa... Tá, os pais são excelentes motivos, ainda mais que estou morrendo de saudade deles, mas, para meu feriado eu queria outra coisa. Primeiro, ter uma casa para eu receber meus amigos...
Segundo, ficar com alguém muito especial nesses três dias...
Terceiro, sossego.

Mas, nem um, nem dois, nem três...

Então, o que uma pessoa sozinha no mundo, sem casa, sem namorado, tem para fazer num feriado???

O jeito é me vestir de grega e ir para Mogi....

ATRITOS

Não vou comentar... Melhor é aprender...

“Ninguém muda ninguém; ninguém muda sozinho; nós mudamos nos encontros.

Simples, mas profundo, preciso.

É nos relacionamentos que nos transformamos.

Somos transformados a partir dos encontros, desde que estejamos abertos e livres para sermos impactados pela idéia e sentimento do outro.

Você já viu a diferença que há entre as pedras que estão na nascente de um rio, e as pedras que estão em sua foz?

As pedras na nascente são toscas, pontiagudas, cheias de arestas. À medida que elas vão sendo carregadas pelo rio sofrendo a ação da água e se atritando com as outras pedras, ao longo de muitos anos, elas vão sendo polidas, desbastadas.

Assim também agem nossos contatos humanos. Sem eles, a vida seria monótona, árida.

A observação mais importante é constatar que não existem sentimentos, bons ou ruins,

sem a existência do outro, sem o seu contato.

Passar pela vida sem se permitir um relacionamento próximo com o outro, é não crescer, não evoluir, não se transformar. É começar e terminar a existência com uma forma tosca, pontiaguda, amorfa.

Quando olho para trás, vejo que hoje carrego em meu ser várias marcas de pessoas extremamente importantes.

Pessoas que, no contato com elas, me permitiram ir dando forma ao que sou, eliminando arestas, transformando-me em alguém melhor, mais suave, mais harmônico, mais integrado.

Outras, sem dúvidas, com suas ações e palavras me criaram novas arestas, que precisaram ser desbastadas.

Faz parte...

Reveses momentâneos servem para o crescimento.

A isso chamamos experiência.

Penso que existe algo mais profundo, ainda nessa análise.

Começamos a jornada da vida como grandes pedras, cheia de excessos.

Os seres de grande valor, percebem que ao final da vida, foram perdendo todos os excessos que formavam suas arestas, se aproximando cada vez mais de sua essência, e ficando cada vez menores, menores, menores...

Quando finalmente aceitamos que somos pequenos, ínfimos, dada a compreensão da existência e importância do outro, e principalmente da grandeza de Deus, é que finalmente nos tornamos grandes em valor.

Já viu o tamanho do diamante polido, lapidado?

Sabemos quanto se tira de excesso para chegar ao seu âmago.

É lá que está o verdadeiro valor...

Pois, Deus fez a cada um de nós com um âmago bem forte e muito parecido com o diamante bruto, constituído de muitos elementos, mas essencialmente de amor.

Deus deu a cada um de nós essa capacidade:

A DE AMAR...

Mas temos que aprender como.

Para chegarmos a esse âmago, temos que nos permitir, através dos relacionamentos, ir desbastando todos os excessos que nos impedem de usá-lo, de fazê-lo brilhar.

Por muito tempo em minha vida acreditei que amar significava evitar sentimentos ruins.

Não entendia que ferir e ser ferido, ter e provocar raiva, ignorar e ser ignorado faz parte da construção do aprendizado do amor.

Não compreendia que se aprende a amar sentindo todos esses sentimentos contraditórios e... os superando.

Ora, esse sentimentos simplesmente não ocorrem se não houver envolvimento...

E envolvimento gera atrito.

Minha palavra final:

ATRITE-SE!!!

Não existe outra forma de descobrir o amor.

E sem ele a vida não tem significado.”

Roberto Crema

MEDO, de onde vem essa coisa?


Medo...

Eu sou medrosa, sou sim, e muito!

Tenho medo de tudo: De altura, de ficar sem dinheiro, de não conseguir trabalho, de mudanças, de perder coisas, de andar de carro com qualquer um, de ladrão, de escuro, de incêndio, de ficar sozinha em casa, de dormir... e por aí vai...

As vezes tenho medo até da minha sombra. E isso não é exagero!

O pior pavor é de mutilação. As vezes acho que vou perder algum membro do meu corpo. Isso me arrepia e me deixa desesperada!!! Coisa de louco. Sem contar o medo de acidentes e de ficar doente.

Daí eu me pergunto: Por que tanto medo? Qual a razão? De onde vem tudo isso?

Por enquanto, são perguntas sem respostas e o que consigo, quando vem aquela sensação de que o mundo vai acabar ou de que o chão está sumindo sob meus pés, é ficar apavorada, e, quando muito, lembrar de fazer uma prece.

Segundo a wikipédia, "O medo é um sentimento que é um estado de alerta demonstrado pelo receio de fazer alguma coisa, geralmente por se sentir ameaçado, tanto fisicamente como psicologicamente. Pavor é a ênfase do medo. O medo pode provocar reações físicas como descarga de adrenalina, aceleração cardíaca e tremor. Pode provocar atenção exagerada a tudo que ocorre ao redor, depressão, pânico etc."

MAS, CARAMBA, DE ONDE VEM O MEDO?

Se alguém souber, me responda, por favor!

Quanto mais mexe...


Tem coisas que deviam mesmo ficar quietas............ Tem coisas que quanto mais se mexe, pior fica.
Coisas do passado são assim.
As vezes não conseguimos simplesmente deixar o passado totalmente de lado, porque nos apegamos, porque tememos mudanças, e isso torna tudo doloroso.
Daí, ficamos fuçando no que não se deve...

Meu Deus, por que simplesmente não podemos pegar o que passou, por numa caixa velha, deixá-la na calçada para o lixeiro levar??? Seria tão mais simples. Bom, acho que isso se consegue com o treino, não é?
Daí eu volto a lembrar daquela velha frase "O passado deve ficar em seu devido lugar"!

Passarinho, que som é esse????


Hoje estou ouvindo o CD o Hélio Ziskind, Meu Pé Meu Querido Pé... Tem várias faixas bonus com as músicas dos passarinhos que imitam instrumentos. Quem não se lembra do "Passarinho, que som é esse? Qual é o nome dele?"

Ouvi a música do ratinho tomando banho, escovando dentes... E mais um monte de músicas do Casltelo, além de canções do Cocoricó. Lembrei de quando ficava a tarde assistindo Cultura. E olha que já era bem grandinha. Gostava mesmo era do Ra Tim Bum, o original.
"Senta que lá vem estória", era tão engraçado. Imagem ruim, montagem precária, mas era muito bom. E a moça que contava estorinhas com objetos de casa? Tinha meia, vela, bexiga, espanador. Teve uma vez que a história era sobre um incêndio e a vela não acendia... Foi hilário.
Eu gostava da abertura. Eu tinha um jogo de pc no qual se montavam aquelas parafernalhas, um ventilador, uma bexiga, polias, peso, etc, tudo para acender uma luz, apagar uma vela...

Outra coisa que eu gostava, daí eu era menor, era o Glub Glub. Ouvi essa música também. Achava engraçado aqueles peixes com cara de gente, nadando no fundo do mar... A moça era a mais legal. E os desenhos de massinha? De mais! Sem violência, tão bonitinhos.

Essas coisas eu gosto de guardar, mas, como estão no meu coração, e não em caixas pesadas no quartinho dos fundos, não pesam nunca.

Esperar...........................

" Espere "


Baby

Não apresses a chuva,
ela tem seu tempo de cair
e saciar a sede da terra;

não apresses o por do sol,
ele tem seu tempo de anunciar
o anoitecer até seu último raio ;

não apresses a tua alegria,
ela tem seu tempo para aprender
com a tua tristeza;

não apresses teu silêncio,
ele tem seu tempo de paz
após o barulho cessar,

não apresses teu amor,
ele tem seu tempo de semear
mesmo nos solos mais áridos
do teu coração;

não apresses tua raiva,
ela tem seu tempo para
abrir-se nas águas mansas
da tua consciência;

não apresses o outro,
pois ele tem seu tempo
para florescer aos olhos
do Criador;

não apresses a ti mesmo,
pois precisas de tempo
para sentir a tua própria
evolução.

Minha vida em caixas


Estou atolada de caixas por todos os lados... E elas não param de aparecer. Tem caixa grande, tem caixinha, tem caixa quadrada, retangular... Não agüento mais tantas caixas!!! Mas, nelas está parte das coisas materiais que conquistei nesta existência. Roupas, sapatos, livros, Xerox, roupa de cama, coisas de cozinha para tudo que é utilidade... Ai, mas, mudança é assim mesmo, não é? A gente arruma tudo bem arrumadinho, limpa, joga fora, organiza, acha um monte de coisas que estava perdida em algum lugar...

Assim é também com nossos sentimentos. As vezes temos tempo para fazer uma grande faxina em nossas vidas, separar as coisas e ver o que não serve mais.

Eu tenho muitas caixas na minha vida. Tenho caixas que ficam escondidas no depósito do fundo, coisas que eu não uso mais, mas que não quero jogar fora.

Tenho caixas sempre abertas, de coisas que precisam estar sempre a mão.

Tenho coisas que não gosto de deixar em caixas, para que eu possa olhar sempre que quiser.

E caixas que guardam coisas que são usadas sempre, e precisam estar sempre bem guardas.

Tem também a cesta de lixo. Essa eu preciso aprender a utilizar com mais freqüência.

De todas as caixas, aquelas que ficam no fundo do quartinho, em baixo das outras, só ocupando espaço são as que realmente me incomodam. O problema é que não consigo jogá-las fora. E o pior é que esse volume aumenta sempre, uma vez que algumas caixas hoje em utilidade acabam indo parar lá. Naquele espaço tem de tudo: coisas de criança, brinquedos, lembrança da adolescência, recordações de relacionamentos que não deram certo, de amizades que se foram porque não eram tão verdadeiras assim... Enfim, tem de tudo um pouco. Mas, tem hora que o quartinho ameaça explodir, de tanta coisa que há nele. É hora de começar a jogar algumas delas fora... É, mas é difícil, pois, o apego atrapalha, daí, a gente ajeita aqui, mexe ali, e acaba arrumando mais um espacinho para mais uma nova caixa de algo que nos valia muito, que não nos serve mais, mas que ainda somos apegados para jogar fora de vez!!!

É, acho que estou precisando fazer uma faxina bem feita nesse meu quartinho, antes que as paredes explodam (novamente) e o teto caia bem na minha cabeça.

Era uma vez... um santo.


Uma das lendas mais conhecidas entre os antigos comenoespianos e a lenda do Santo.
Conta a tradição que em outubro de 1995, logo após o bispo de igreja Universal do Reino de Deus ter aparecido na televisão chutando a imagem de Nossa Senhora Aparecida, um grupo de jovens espíritas se reuniu numa 2a prévia da 6a Comjesp, em Araçatuba, para estudar... (será que foi só isso). O evento foi realizado numa creche católica.

Não vou entrar nos detalhes do encontro... Basta contar que apareceu mais gente que o esperado e tinha jovem dormindo em tudo que é lugar. Corredor, hall, banheiro, qualquer espaço servia. Teve um infeliz que dormiu dentro da banheira. Em um dormitório feminino, a coisa estava tão espremida, que até pisão em cabeça houve.

Mas, eu estava contando da lenda do santo.

Pois bem, o evento foi em menos de uma semana do episódio da Santa e o Bispo. Com tanta gente, era um tal de abraça para cá, saudades para lá... E os jovens corriam para se ajeitar, conseguir seus cantinhos nos dormitórios, deixar a mala. Isso, sempre entre um abraço e outro, e ao som do violão do Carlão, outra lenda...
O prédio era um sobrado antigo, daqueles cuja escada é o próprio corrimão. Reza a lenda que o pé direito do térreo era alto, fazendo a escada ser maior ainda. Encostado na parede da escada, sobre uma mesa alta, estava uma estátua de mais de um metro de altura de São Francisco de Assis. Conta a história, que a imagem era linda. Ele, de vestes marrom-aranjadas, mãos para cima, olhar para o céu, doce...
Segundo disseram, a imagem teria vindo de portugal e era antiqüíssima... E estava ali protegendo a creche, tinha sido benzida por não sei quem super importante na hierarquia católica... Enfim, quase um patrimônio. Como santo é santo e teoricamente não faz distinção de credo, a imagem estava lá para cuidar dos agitados jovens espíritas dos anos 90.
Então, abraça para cá, abraça para lá, violão, muita conversa, algazarra (naquela época era brabo), um moço foi subiu, mala na mão, para conseguir seu lugarzinho em algum canto. Rápido, ele foi subindo, agitado, enquanto outra moça estava lá embaixo, em meio a abraços, ouvindo o violão. Nesse minuto que entrou para a história, Carlão, o violeiro, começa outra canção, acompanhado pela moça, chamada Gisele. Gi, bonita, que chamava atenção do outro rapaz, cujo nome não vou revelar, se empolgou na música, sendo ouvida pelo tal moço na escada, de mala em mãos.
Preciso dizer o que aconteceu?
Bom, para os que não conseguiram ainda advinhar eu conto:
-Adoro essa música!!!
Foram essas as últimas palavras ouvidas pelo santo, pois, ao dize-las, a empolgação do rapaz era tanta que ele simplesmente abriu os braços e a mala foi caindo, caindo, caindo, até enroscar nos braços da imagem, voltados ao céu.
O resultado?
Caquinhos dos braços de Francisco de Assis, muita conversa, bronca, cara feia e colo.
Ah, como desgraça pouca é bobagem, a diretora do Departamento de Mocidade na época, que era conhecida pela sua, digamos, braveza, resolveu aparecer justo no encontro de Araçatuba. Daí o pau comeu solto!!! Não com o moço da mala, nem com a moça da voz, muito menos com o violeiro, mas, com a galera que fez daquilo um verdadeiro fuá! Com bronca ou sem bronca, independente da fala da onça, digo, chefa: "Acidentes acontecem", a história se propagou e mesmo quem não viveu os anos 90 nesses encontros já algum dia ouviu falar no santo que virou pó!
Quem não sabia, agora sabe...
Mas, isso é só lenda.

Era uma vez...

Esquecimento saudável!!!


Ontem eu pude me dar conta que algumas das mudanças íntimas que venho procurado conseguir, se concretizaram sem que eu percebesse...

Há algumas semanas, uma pessoa de quem eu gostava muito me feriu gravemente. Me feriu de morte no lugar mais sensível do meu ser, no coração. Dentro do turbilhão de mágoa e revolta, meu pensamento ficou fixo no sofrimento, me impossibilitando de ver outras coisas na minha vida além dessa questão. Quis morrer, sumir, desaparecer, voltar no tempo, enfim, quis coisas que estavam totalmente fora do meu controle ou de questão... E os dias foram passando, com essa situação sendo o único foco da minha existência. Todo o resto foi deixado para trás.
Entre outras coisas, eu sabia que o aniversário da tal pessoa estava por vir e me agitava pensando se ligaria para dar os parabéns para puxar assunto, se ligaria por ligar, por educação, ou se não ligaria apenas para que ficasse evidente que eu não queria mais conversar com essa pessoa, e, quem sabe, feri-la com isso. Perdi muito tempo com essas indagações. Desperdicei muita energia me preocupando, ou PRE-ocupando, com uma situação que ainda demoraria para chegar...
Pois bem, os dias passaram e novos estímulos começaram a colorir novamente minha vida. Como é verdade que o mundo não pára para que consertemos nosso coração, outras coisas foram tomando corpo e velhas "obrigações" exigiam de mim concentração. Depois da páscoa, da comenoesp e coisa e tal, esta existência tomou outro rumo... Pude me concentrar em decisões realmente importantes e em coisas produtivas.
Depois de tanto tempo, somente ontem me dei conta que a tal pessoa fez aniversário no sábado passado (dia do marco). Durante a semana passada, não pensei nenhuma vez nisso, e sábado, bom, sábado muito menos. E ainda estava tão alheia à situação que não conseguia lembrar quando realmente tinha sido o tal aniversário.

Além de chegar à conclusão que eu me consumi à toa, percebi o quanto adquiri sanidade mental e sentimental...

Fiquei triste, sim, pelo esquecimento. Me decepcionei comigo mesmo pela falta de consideração, mas, fiquei absurdamente feliz ao perceber que a tal pessoa não povoou meus pensamentos durante a semana passada, pois, em nenhum momento a tal data veio à minha mente. Não me lembro de nenhuma cena na qual eu pensasse quando seria o tal dia.

Agora estou pensando, por que esqueci? Será que foi algum bloqueio no meu cérebro ou simplesmente minha mente adquiriu novos focos? Lembrando dos últimos dias, posso dizer que é fato que os novos focos têm tomado conta do meu dia-a-dia. Planos, sonhos, realizações e trabalho, muito trabalho. Tudo isso existia na época das lágrimas, mas era deixado de lado e somente agora consigo dar direcionamento nesses assuntos.

Então, apesar da situação chata, posso dizer Obrigada, meu Deus, por ter atendido minhas preces!!! Afinal, esse é o fruto que a árvore tem dado, e é um bom fruto, pois é um fruto de alívio, leveza e prece, e não mais de lágrima, sofrimento e mágoa. Arigatô.

Amor Maior

Não vou comentar!!!

Amor maior


“O amor deixou de ser a expressão maior da alma, do sentimento mais nobre e puro que salva, liberta e traz vida, para ser um ato de egoísmo, de mesquinharia entre os seres humanos que estão transformando-o em um negócio, em palco de tragédias e até, em fator de doenças.

O amor não pode ser confundido com aquele sentimento de posse que temos por outra pessoa, o amor não pode ter pretensão, ele apenas é.

O amor não pode ser motivo de cobranças, o amor é simples e deve ser mantido com dedicação sem a espera de recompensas, caso contrário, não é amor, é troca.

O amor não deve deixar mágoas, nem ressentimentos. O amor deixa saudades, boas lembranças, o que deixa mágoas e dores é o orgulho, e orgulho e amor não combinam.

O amor deve ser mais forte que magias, circunstâncias e intrigas, pois é a fonte da vida, se não resistir não é amor, é fascinação.

O amor não julga, não aponta o dedo, tudo perdoa, se compadece, é nobre e jamais vai magoar, se não, não é amor, é amizade que está nascendo, ainda fraca demais para ser real.

O amor pede sacrifícios, exemplos, dignidade, e se te faltar exemplo de verdadeiro amor, olhe para aquela cruz, hoje está vazia, mas um dia, ali, em meio a dor e sacrifício, por você e por todos nós, morreu Jesus. Isso é amor!

Exercite-se no amor, exercite-se no perdão, exercite-se no bem e transforme o mundo, saindo das palavras para a ação.

Agindo o amor, quem poderá vencê-lo?” Paulo Roberto Gaefke

Ciúme dos amigos, eu? Magina...

Hoje eu estava vendo algumas apresentações do power point e em duas seguidas eu li que "amigos são aqueles que chegam quando todo mundo se foi". Isso fez com que eu começasse a pensar em situações especiais, com pessoas igualmente especiais. Em amizades!!! - Não pretendo comentar a frase, por agora.
Hoje tenho a felicidade de dizer que possuo muitos amigos. E também posso dizer que esse "possuir" não é mais tão no sentido de sentir que eles são propriedades minhas. Um dia foi assim... Atualmente é mais ou menos... (Será?) Mas, este processo de modificação vem acompanhado de muita dor. E como é doloroso perceber que ninguém nos pertence, nem os pais, nem os irmãos, nem os namorados, nem os amigos.
Mas, depois, quando nos libertamos desse sentimento de posse e desejamos a felicidade do outro, independentemente de como e com quem seja, o alívio supera a dor. É uma coisa tão estranha. Daí vem a pergunta: "Eu sentia mesmo daquele jeito?""Se não era feliz, por que eu insistia em sentir e pensar assim?" Coisa louca! Como gostamos de sofrer!
Confesso que não é sempre que isso acontece. Sabe, as vezes um amigo toma uma decisão para a vida dele que a gente não acha que é boa idéia, tenta até falar, mas não adianta. Daí, vem a contrariedade. Isso é posse! Ou, no mínimo, arrogância por se julgar melhor que a própria pessoa para decidir sobre a vida dela. Hum..... Sou bem assim!!! (Mas já melhorei muito).

Pensando nos meus amigos, praticamente todos moram longe de mim. Será que eu não consigo fazer amigos por perto? Bom, levando em conta minha vida cigana, não é bem assim. E cigana tem amigos ciganos... Ô povinho que gosta de mudar de cidade. Nunca vi igual. Tem o pessoal do movimento de mocidade, a galera da faculdade e os amigos que ficaram em Birigüi. Sem contar os que de lá já sumiram faz é tempo!!! Daí, como fica a posse? Tem como? Evidente que sim! Para que existe msn, e-mail, telefone e... ORKUT? Esse é danado! Um verdadeiro horror! Porque aí o ciúmes e a posse rolam soltos. Ficamos sabendo quem fala com quem e se aquele seu amigo que te deixou esperando ou não te liga mais não para de mandar scraps para outro amigo. Ah, vc foi trocado!!! Puxa vida, ficou sabendo que não te chamaram para aquela festa, ou que a viagem que você não foi estava ótima (mesmo sem você)? É! é bem isso aí que rola nas amizades de hoje:Ciúme. Foram no cinema e não te chamaram? Para piorar você estava triste, brigou com sua mãe e não tinha nada além de Zorra Total e A Praça é Nossa na TV. É o fim. Daí você se sente traído, deixado de lado... É assim com você? Comigo é! E, depois, vem a tal da mágoa. Aquela uma da qual eu já falei... Que dói...

E a amizade??? Aquela que chega quando todos foram embora? Bom, para mim, os amigos, embora não sejam obrigados a lidar com nossos acessos de ciúme e crises de mágoa, aguentam!!! A gente faz bico, fala grosso, alfineta, e eles passam por cima de tudo, pois, nos compreendem. Afinal, quem disse que são diferentes?

Eu confesso, sou ciumenta sim! E fico muito magoada!!! Mas, também passa, do mesmo jeito que passa para eles quando dou os meus pitis. E como dou!

O que vale, é que eu giro, ando, corro, sumo e volto, e está tudo como deveria estar. E sempre tem alguém ali para segurar a minha mão depois de um mega surto ou uma crise de fossa de semanas. E, depois que passa, vamos juntos para balada!!!! ÉEEEEE!!! E, se precisar, vamos juntos ao hospital!!! Mas nunca estamos só!

Houve aquela vez...

Ainda falando da lua e de Comenoesp... Aquela vez... Bom, aquela vez não é quando foi tirada esta foto ao lado, mas é no mesmo batlugar, há dez anos atrás.

Diz a lenda que em noite de lua cheia, num sábado de Comenoesp, o assessor Ed estava reunido com a cúpula da assessoria (na época que havia uma). Enquanto isso, o satélite terrestre brilhava la fora, exercendo seu poder magnético sobre os então jovens da 4a.

Eis que um regional muito inspirado resolve buscar em seu dormitório um colchonete (Naquela época os colchões eram oferecidos pela cidade sede) e joga-lo no meio deste gramado e deitar para apreciar a luazinha no céu. Vendo isso, outros amigos, já munidos de seus cobertores (uma vez que não havia muita gente que tinha edredon), se aboletaram junto ao nosso amigo fanfarrão. Numa reação quase que imediata, colchões começaram a aparecer no campo de futebol, úmido pelo sereno, um para cada dois, três, e muitos cobertores. Aquela massa de jovens, lã e espuma começou a tomar volume, aumentar mais e mais, até que estabilizou (visto que não tinha mais ninguém fora dela, além da cúpula). A idéia, naquele friozinho noturno de Marília, era dormirem lá. Todos, embolados, no frio, sob o céu aberto.
O que passava pela cabeça daqueles jovens?
Alguns queriam desafiar, outros queriam a experiência de dormir ao ar livre, outros, ainda, queriam aproveitar a companhia do sexo oposto numa noite de muito bate-papo e violão.

Já convencidos que tudo ficaria assim até de manhã, os mais sonolentos começavam a desdobrar, a despeito do burburinho das conversas e das batidas nos acordes dos vilões... Eis que, de roupa social, óculos e gel no cabelo, surge Ed, o assessor. Tamanha foi a cara de perplexidade quando se deparou com a cena, que assustou a todos. Foi uma expressão fisionômica de entrar para a história, indescritível mesmo.
Os mais desinibidos bem que tentaram convencer o chefinho, mas, nada de acordo. Com algumas palavras sérias e aquele olhar de matar, o homem de armadura de microfribra fez a garotada e seus colchões, úmidos agora, voltarem para os seus respectivos alojamentos. E lá ficou a lua, sozinha, triste, sem seus admiradores...

Aviso, isso é uma lenda. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência...

Era uma vez...

Lua... Ela era para todos, mas, quem viu???


Lua, linda a lua... Lua do dia 22 de março de 2008, no céu de Tupã. Literalmente de Tupã...

Bom, voltando ao marco, que culminou com a ida a Jau, a compra dos calçados e as decisões... Nada disso teria acontecido sem a Comenoesp. Para quem participou de muitas, devo concordar que uma é sempre diferente da outra, mas, nem sempre a última é especial. Bom, essa foi.
Foi diferente em vários sentidos.
Primeiramente, a programação estava totalmente diferente dos anos anteriores. A gincana, por si só, denotou isso. Mas, foi diferente pois EU estava diferente. Depois de Marília, de ter passado nervoso, daquela escola enorme com algumas pessoas extremamente indisciplinadas e agitadas, algumas beirando a grosseria, da inexperiência, etc, Tupã foi deveras tranqüila. Tudo bem que trabalhar com o pessoal de lá é fácil. A gente sabe para quem correr (E corre mesmo). Mas, este ano EU decidi que iria curtir, me acalmar e, caso houvesse situações difíceis, levaria numa boa. Ok, não houve. A Comenoesp foi imensamente calma. Não precisei mandar a mesma pessoa dormir trocentas vezes, não houve mesinha de truco, rodinha de pagode, gente marcando encontro de madrugada no banheiro pelo celular, jovens que vão escovar os dentes 20 vezes só para enrolar... (Quem sedia um encontro ou o organiza, geralmente está cansado e, com tanta coisa, essa é a última com que deveria ter que se preocupar.) Ah, vamos combinar que depois que mais de xxx anos de movimento, esses truques eu conheço todos. Dormir cedo e acordar de madrugada foi o único que eu aprendi com esse "novo" pessoal.
Voltando a Tupã: Então, estudo ok, cidade cede ok, disciplina ok, com o que eu precisaria me preocupar???
Dai eu penso, se desse algo errado, como eu ficaria? O nervoso que eu tinha que passar, passei antes. Chorei, tive dor de estômago, passei mal, muito mal (e minha saúde já é uma beleza...), daí, diante das controvérsias, conversei com amigos, pessoas mais velhas, mais experientes e sensatas, que me mostraram que o trabalho estava na direção certa. Então tá, se essa é a opinião de quem fez e faz o movimento, de quem trabalha, sua, estuda, pensa e sente, de quem já passou noites e noites acordado ou acordada para isso, ou que dirige uma instituição, é pai ou mãe, quem sou eu para ficar me lamentando com coisas pequenas? Quem sou eu para ficar prostrada na cama chorando a rebeldia de uns enquanto uma imensidão de trabalho tinha que ser feito? Ninguém! Sou uma trabalhadora e tinha gente esperando meu trabalho. Então, fui trabalhar, oras.

E lá, tudo calmo, tudo bom... "Sensibilização pela Vida". Em virtude das tarefas, não pude entrar em sala. Foi difícil, pois sabia que o estudo estava muito bom. Mas, quem disse que sensibilização foi só na sala? Tantas coisas aconteceram fora de Tupã que me sensibilizaram. Desde do EECDME em Rio Preto, cujo estudo me modificou muito, comecei a pensar que não tinha que ser perfeita. Ok, o sentimento não é esse. Mas, a idéia já vale. Tocada por algumas coisas que descobri que penso e sinto, me sensibilizei com problemas que não eram meus, mas, que, se fossem, sei que sofreria demais!!! Para alguns, mais endurecidos como eu, o estudo foi na prática mesmo!!! Na hora, sem tempo para discussão, na vida real! E foi muito bom! Foi ótimo perceber meu ciúme, minha arrogância e meu orgulho. Foi maravilhoso ver o quanto seu ficaria mexida em algumas situações. Foi extremamente valoroso conseguir me por no lugar de pessoas com quem eu trago dificuldades, mas já estou disposta a superá-las. Doeu? Com certeza! Chorei, muito! Hoje meu orgulho fala que eu não devia ter me exposto tanto. Mas, bobão, ele (o orgulho) não pode fazer nada, pois, já foi e não me arrependo!!!

Foi bom descer do pedestal! E, voltando ao marco, sei que essa minha atitude fez com que eu atraísse situações melhores para mim, inclusive de decisão. Para resumir, estava vindo de uma fase conflituosa, pois, depois de uma grande desilusão (e é bom desiludir - sair da ilusão), atraí para mim situações complicadas que pareciam não ter solução. Mudando o disco da minha mente, devido aos estímulos na Comenoesp, pude enxergar as coisas melhores, com serenidade, começar a organizar os pontos externos que precisavam ser resolvidos, até que, no marco, tudo estava pronto para ser posto definitivamente em ordem.

Então, como se pode ver, a Comenoesp é um fator importante na minha vida! Tenho vivido alguns anos no Departamento de Mocidade, embora eu tenha vida social, viu Gui. E, nesses anos, fiz amigos, família, cresci, passei no vestibular, me formei, passei novamente, mudei de estado, de cidade, de cidade e, de cidade... ufa........ E tenho muitas histórias para contar.
E já que isso é assim, tão importante, vou sempre reservar um tempo para lembrar das histórias e estórias antes que os neurônios não contribuam mais comigo...

Algumas foram marcos, outras não, mas, sempre valeram ótimas histórias, como aquela vez...
hum... escrevi muito. Por agora, é isso. Aquela vez eu conto mais tarde.