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Encontros desencontrados

Tem coisas que não morrem nunca, mas não porque insistem em sobreviver,mas simplesmente porque elas são tão lindas, tão limpas, tão suaves e sutis que transpõem os limites da matéria, do tempo e do espaço.

Muitos amores vão embora e deixam vazio, dor, mágoa.
Mas tem outros que são tão bons, tão lindos, tão serenos que só deixam uma sensação de paz.

A gente costuma dizer que é louca ou louco por fulano, por ciclano, mas, alguém é são por alguém que já se foi???

Tem pessoas que são assim, que são tão doces, tão queridas, tão suaves que nos fazem sentir paz quando lembramos delas. Eu tenho um amor assim, que se foi sem nunca ter sido, que era algo tão bom, tão perfeito que a única coisa que atrapalhou foi o tempo e o espaço. Temos íntimos diferentes, espaços desconexos.
E ele foi... e foi sem deixar dor.
Mas era tão verdadeiro em mim que ainda vibra em minha alma e sempre que estou bem e serena ele aparece em desdobramento para falar das antigas promessas, dos planos, da vida atual, das nossas dificuldades, dos caminhos diferentes que decidimos seguir, e do nosso sentimento.
E sempre fica como uma promessa para um futuro que extravasa o limite dessa matéria e desse tempo presente
Sonho sempre com ele. Sonhos reais, com cor, cheiro, som, tato. Sonhos lindos e tranquilos que deixa muita saudade e muita paz.

Lembro em uma das últimas conversas nossas que ele disse que não estava triste, pois sabia que existiam outras vidas. Na época aquilo me conformou, pois eu que não quis tentar naquele momento e pensei "bom, se ele não está mal, fico bem". Esse é o tipo de desculpa que os espíritas dão: a próxima vida. Mas, hoje, depois de tanto tempo e tanta coisa que passei, de tantos relacionamentos tumultuados e dolorosos, acredito nas palavras dele.

E acredito porque simplesmente é algo diferente. Jà não o vejo há alguns anos e tenho muito pouco contato, quase nulo, mas em meus sonhos, nos momentos de paz e felicidade, lá está ele.
NO começo, os sonhos eram bons, porém perturbadores. Eram sempre promessas de mudar a realidade dos caminhos que escolhemos. Hoje, são apenas conversas a respeito desse caminho, a aceitação dolorosa de assumirmos as nossas escolhas e as tornarmos decisões de felicidade.
O último foi assim. Real, verdadeiro, saudoso e respeitoso. Como foi bom sentir o cheiro dele, o carinho do abraço fraterno, olhar aqueles olhos doces cheios de amor e ter a tanquilidade de que estamos ligados pelo amor que liberta e que um dia nos fará caminhar juntos na existência com o entendimento de almas que superaram a separação, amadureceram separadas e se encontrarão no mar de afinidades que possuem.

Poucos dos meus amigos sabem dessa história e os que sabem não sabem o quanto ela é assim para mim: saudadosa, resolvida por agora, doce e feliz.

Acho que esse é o verdadeiro amor, aquele que liberta e que é paciente. Acreditem que nem ciume eu tenho!!!

As outras histórias são diferentes e, infelizmente não são assim. Contudo, acredito que não sejam assim simplesmente pela natureza da ligação, do sentimento e pela história pregressa.

Sinto, do fundo da minha alma, que essa história é unica para mim. Mas desejo, do fundo do meu coração, poder esgotar todas as chances de cada uma de minhas histórias para poder sentir o que sinto em relação a essa: paz.

Mas, esgotar, para mim, não é não tentar, nem desistir, nem me esconder de uma história atrás de outra, e outra, e outra... É poder olhar para trás e dizer: Sou feliz, tentei tudo que pude e agora sou serena.
Nessa que contei nem tinha o que tentar, ela foi e não foi por desencontros da matéria.
As outras são desencontros do espírito e são esses quem precisam se resolver.

o movimento e eu

Tenho pensado muito na minha vida, nas minhas escolhas, no tempo, no futuro...
Tenho pensado muito no meu presente, no significado da Mocidade Espírita hoje na minha vida e no próprio movimento de mocidade... Significado para o meu movimento intimo...
Quando entrei na mocidade, não sabia muito bem o que eu estava fazendo, mas sentia uma força que me impelia a ir todos os domingos, das 10h15 às 12h, sem falta, na Mocidade Espírita Renascença. Demorei muitos anos para perceber o quanto eu gostava de lá.
Minha dificuldade era grande, pois todos já se conheciam há muito tempo, eram bem amigos, e, na maioria, bem expansivos e eu, apenas uma adolescente extremamente tímida e assustada. Quase morri na primeira vez que tive que fazer a explicação do evangelho.
Alguns meses depois do meu ingresso, um tal Edenilson, que era uma coisa chamado assessor, que também era da minha cidade, foi nos convidar para uma tal de Comenoesp, numa cidade chamada Ilha Solteira. Estávamos, então, em 1995. Na hora, meu coração bateu forte, acelerou, mas, precisava ter 1 ano de mocidade e eu não tinha. Se fosse hoje eu iria conversar, mas, naquela época, fui para casa engasgada, sem coragem pra dizer nada. Ah, esqueci de mencionar que quem me levou para mocidade foi uma colega de classe, chamada Daiane, a quem sou grata até hoje. Eu já freqüentava o mesmo centro que ela, mas, como eu já disse, era tímida demais para aparecer em outro horário, naquela imensidão que um dia foi o meu lar.
Em outubro do mesmo ano houve, na cidade vizinha à minha, uma tal de 2a prévia de outro evento com nome complicado: Comjesp. Ah, era do lado de casa, então eu fui. Foi muita gente de Birigui, inclusive ex-colegas da outra escola, que iam numa outra mocidade. Chegando lá, a Daia já tratou de me apresentar para uma galera, que era a galera dela, e que, mais tarde, bem mais tarde, tornou-se a minha também. Eles eram sede, eram engraçados, e tinham a minha idade. Eu não estava acostumada com tanto carinho, era tudo muito estranho, mas consegui fazer amizade com dois moços de Marília que, como eu, estavam em fase de vestibular. Cada um conseguiu o que queria na época. Ah, trocávamos cartas. Sim, cartas, com selos, carteiro e tudo mais. Tempos bons os das cartas. Era tão gostoso recebe-las, ir conhecendo as pessoas pelas palavras, pela letra, pelos borrões das lágrimas de saudade. Elas demoravam para ir e vir e talvez isso as tornasse ainda mais preciosas.
No ano seguinte, fui para essa tal de Comjesp. Era a 6a, em Franca. Eu, ainda tímida, mal conseguia falar o meu nome a minha cidade sem querer chorar. E quando o estudo acabava e tinha que ir ao páteo, era uma tortura, pois tinha medo de que meus colegas não tivessem saído. E, falo apenas das pessoas de Birigui, do meu irmão, que foi importantíssimo nessa fase, e um ou outro que estava conosco no ônibus. Éramos, nós, da 4a, um grupo fechado. Fechado no sentido de unido, de caloroso e de bagunceiro. Muuuuuuuuuuuuuito bagunceiro. Claro, entre eles estavam todos os que, em alguns anos, tornar-se-iam meus grandes amigos. Queríamos tocar até o amanhecer, invadimos o palco dizendo “Franca valeu, foi, foi um tesão”, desobedecíamos o assessor, e, ainda, no final, os meninos fizeram a esquete “A Caminho da Luz”, que prefiro nem comentar.
Aquele evento foi tão intenso e deixou em mim marcas tão fortes, que ecoaram e ecoam até hoje. Sinto cheiros, sons, sinto a força do que senti naquele dia. Aquele evento mudou a minha trajetória na mocidade e na terra.
Por muito tempo, ainda, continuei sendo a adolescente tímida, com baixa auto-estima, vergonhosa, entendiada, mas, sempre, sempre, ajudei em tudo, participei das reuniões, trabalhei na casa. Era feliz. Não bagunçava e me tornei uma excelente aluna na escola. Ah, na verdade, era a melhor. Em 97 a Daia me chamou para ir a um acampamento de carnaval. Meu pai não deixou. E, mais um ano de deslocamento e alegrias passou.
Engraçado lembrar agora. Lembro que eu gostava muito de ir e não faltava em uma reunião de mocidade e nenhum encontro. Nunca faltava mesmo. Só para prestar vestibular. E, ao mesmo tempo que tinha vergonha de um monte de coisas, adorava. Sofria quando meus amigos não estavam na mesma sala, ou no páteo comigo, mas, tinha algo, algo que só com o tempo eu descobri, que me impelia para ali. Ah, e tinha carinho, tinha música, tinha estudo, e muita comida gostosa. Lembro da geléia de figo, da 1a prévia de Garça, em 1997. Meu Deus, que maravilha!
Mas, o ano seguinte foi um dos mais intensos na minha vida. Ainda em 97 fiz amizade com uma garota, Kika. Isso foi no dia do meu aniversário. Ela foi muito especial na minha existência e me ajudou a começar a gostar de mim. Um anjo... Literalmente, um anjo.
Já no comecinho de 98, na 3a prévia, em Jaú, o Edenilson, ainda assessor (e seria ainda por mais 2 anos), nos dividiu pelas regiões e saí de lá como secretária administrativa do DM-R Araçatuba, o mais tradicional da assessoria. Meu irmão era secretário de doutrina, o Fábio, amigo querido que sumiu no mundo e quem eu não soube amar como merecia, secretário de divulgação, e o gordinho, diretor. Ah, o gordinho era o tal amigo da Daia, com quem eu conversei na 1a prévia e que me chamou para ir ao bendito acampamento de carnaval.
Logo depois disso e com meu irmão no movimento, meu pai permitiu que eu fosse ao acampamento. Foi incrível. Não há como descrever o clima, as brincadeiras espontâneas, as tradições, e quantos afetos nasceram daquela experiência. Eis as pessoas que citei no início do texto. Essas pessoas, que nos encontros eram os ditos mais “populares” e que também eram trabalhadores assíduos do movimento, eram divertidas, engraçadas e, sobretudo, amigas. Eram os “incontŕaveis”, cujo título eu invejei por muito tempo. Eu sentia que tinha uma família, e tinha mesmo. Embora a vida tenha feito com que cada um de nós tomasse um rumo diferente e, por algumas vezes, estivéssemos tão perto e tão longe, ainda os amo e sou grata pelo acolhimento: Henrique, Batavo Gordinho, Alexis, Marvin... são os que mais convivi.
O Gordinho tornou-se meu diretor e me ensinou o que era DM. O Henrique, por muitos anos, foi meu mentor, meu exemplo, meu espelho. Acho que ele nem sabe disso... O Alexis sempre foi um cara que eu admirei, inteligente, até demais!!! Mas isso as vezes atrapalhava. Com o Batavo, dividi a pior dor que senti na minha existência atual, quando a Kika desencarnou, poucos meses depois, e o Marvin permaneceu e permanece na minha vida, amigo querido, psicólogo, cuja família eu também amo. Edenilson foi incontrável sem nunca ter sido foi meu exemplo de líder nas experiências que viria a ter anos mais tarde, com as quais nunca imaginei.
98 foi crucial, também, pois aconteceram, além do acampa e do desencarne da kika, mais 2 coisas. A minha primeira monitoria e a mudança para Londrina. Bom, tive que monitorar, uma vez que os estudos eram separados por regional e, como secretária, precisava participar. Foi lindo. Nesse contexto conheci algumas pessoas importantes, mas vou destacar três: Andréia, de Jaú, exemplo de organização, de trabalho, de eficiência. Para mim, por muito tempo ela foi a melhor diretora regional que a 4a já teve. Robson, que tornou-se um amigo querido, com toda sua família. E a Jane. Jane, minha querida, que mudou a história da 4a assessoria, e, conseqüentemente, a minha. Minha amiga, mãe, madrinha, irmã... Como senti falta em cada uma das vezes que nos despedimos dela na sua “ultima” comenoesp que demorou para chegar, mas que chegou (será?).
Bom, fui para Londrina estudar, mas nunca estive em Londrina de fato. Sempre me mantive grudada no telefone, na internet e, é fato, eu sabia de tudo que acontecia no movimento e buscava participar ao máximo. Nessa experiência, morando fora e sem dinheiro, aprendi a desenvolver outra coisa: a vontade. Meus Deus, como ela movimenta mesmo as circunstâncias Não vou contar aqui cada carona que consegui, cada bico que me serviu de recurso ou cada amigo que me ajudou. Eu quis, eu consegui. Fiz a escolha de continuar no movimento, mesmos estando longe e sem dinheiro. Consegui. Faltei em uma única prévia, pois tinha meu TCC para fazer. Mas, comia arroz com polenta para ter grana pra viagem, para monitorar a Comjesp. Ah, de novo ela aí. Passaram então 5 anos... É, 5 anos...
Monitorar a Comjesp de Ribeirão foi outro marco em minha vida, outro divisor de águas. Com ela, veio a tal da vontade, e a integração do pessoal de Caminheiros. Eu chorava ao telefone dizendo que não teria dinheiro para ir às reuniões, que talvez nem fosse ao encontro. Lucas e Marlete sempre diziam que tudo ia dar certo. No dia do encontro, aliás, no último dia, na reunião de monitores, eu só chorava, alias, quem ali não só chorava??? E o Lucas me lembrou dessa fala. Anos depois, eles foram o recurso material para eu viajar, continuar a participar Eles e um cara que viajava todo fim de semana de Londrina para Prudente e não cobrava nada... Era o cara das batatas. Olha a vontade aí arregimentando recursos.
Me formei sem nunca ter estado em Londrina. Fiz amigos lá sim, que amo e trago comigo até hoje, mas eles também sabem que eu nunca estive tão lá. No dia que eu fui para Birigui, havia uma reunião em Marília. Cheguei, descarreguei a mudança, após um dia cheio, carro quebrado, pós colação de grau, despedidas, esperanças, tomei um banho e fui com o Edenilson para a reunião.
Nesse dia começou a minha crise.
Ah, esqueci de dizer que de menina tímida, me tornei alguém conhecida por uma alegria expansiva e contagiante, faladora, que cantava, brincava, ria, dava bafão, cheia de amigos, sempre rodeada de pessoas, e consegui dar muito amor.
Mas, com a formatura, a minha primeira crise. Não queria ser mais tão alegre e queria ter direito aos meus dias de bode. Revoltei-me comigo mesma pelas escolhas que fiz e por não ter curtido a faculdade e meus amigos. Cheguei a faltar em prova para ir em encontro... Enfim, pensei em sair, me afastar e me dei até a Comenoesp de 2003 (já era fevereiro) para pensar. Lembro da Fran, amiga de Prudente, falando... Espera até a comenoesp.
Beleza, esperei. Mal sabia eu que, depois daquilo, seria impossível desistir.
Novamente o pessoal de Caminheiros estava conosco e, por intermédio de uma respeitada e queria médium, tivemos contato com a espiritualidade amiga. Naquela 1a reunião, logo após a comeno, tudo fez sentindo. Entendi o que era aquela força que me arrastava para a mocidade e para os eventos e como tudo foi cuidado pela própria espiritualidade para chegarmos até ali. Muita coisa fez realmente sentindo...
Mas, a crise nunca mais foi embora. Contudo, observando agora, talvez seja a crise pelo amadurecimento e não pelo movimento, pois era algo meu, algo dentro de mim, uma autocritica muito grande e um desejo constante de mudança...
E o tempo passou, assumi mais responsabilidades, fiz mais amigos dentro e fora da assessoria. Vou citar 3, neste momento, todos de Rio Preto: Pri, Regiane e Rodrigo. Posso dizer que o Rodrigo é alguém cujo sentimento que tenho não consigo explicar. Certante não é dessa existência, pois eu já o conhecia sem conhece-lo de verdade. É alguem cujo tempo, a sinceridade e a transparência me permitiram que saísse da esfera do DM para entrar na minha vida pessoal (como alguns acima, mas com ele é especial, pois trabalhamos juntos por 2 gestões).
E o tempo passou, fiz mais amigos, mais amigos e mais amigos...
Daí, vou falar do último divisor de águas , da minha vida até agora, a Comjesp de Rio Claro. Estamos em 2006.Puxa, já se passaram dez anos! Sou uma profissional formada, que não gosta da profissão, com vontade de mudança, querendo coisas na minha pessoal e com uma mancha no estranha no ombro. Essa monitoria foi incrível vejo quantos dos atuais líderes do DM hoje surgiram nela ou nela estavam. Conheci gente, reconheci, reencontrei, desfiz más impressões, e fiz outras também. De Rio Claro, saí pronta para mudar de emprego, procurar um médico, tornei-me assessora e comecei uma história tão difícil e tão misturada com o DM como minha própria vida.
A Comjesp de Rio Claro mudou minha existência, pois, ao assumir a assessoria, junto com a Fabi, fui obrigada a aprender o que hoje tenho de sobra: CORAGEM. Alguns contatos fora da 4a eram difíceis e precisei aprender a me defender, e sentia que tinha que defender os meus também. ME tornei mãe, pai, tia, professora, chefa, amiga, patroa, enfim... Aprendi a desenvolver a responsabilidade, a falar quando tenho vontade, a brigar se for preciso. Claro que errei e extrapolei muitas vezes, mas estava aprendendo. O Edenilson foi meu exemplo de assessor, o Guto, de líder. Sou grata a ambos por me permitirem aprender com eles. Hoje, sinto que os superei. Não porque sou melhor, porque nenhum é melhor que o outro, mas porque hoje não os olho de baixo, nem lhes tenho medo, são amigos.
As crises continuaram, horas por ver que algumas pessoas, incluindo a mim, tem o discurso cristão apenas no verbo, ora por me sentir traída por quem eu abrigo e confio, ora por me sentir perseguida, injustiçada, julgada com o evangelho (que deveria ser de amor). Esses momentos de crise ainda existem e me fazem querer desistir, pois sei que posso ser espírita em casa, no trabalho, na escola, no trânsito, no condomínio, na rua, sem precisar do movimento.
Mas, ainda sinto que tenho coisas a fazer, a contribuir, por gratidão, por amor à causa, aos jovens e a mim mesma. É, a crise não passou, apenas foi mudando como eu mesma mudei. Mudou a causa, mudou o foco, mas elas estão aí, vibrando a cada decepção, desapontamento, e sei que mais dificuldades virão, afinal, é ano de Comjesp e a espiritualidade está alvoroçada. Eu mudei, cresci, conheci outras pessoas, refiz, reforcei e desfiz algumas imagens e hoje encontro-me longe da minha base querida, minha 4a assessoria, amando pessoas dos outros trés quartos de estado... Vim para São Paulo, após, por anos, recusar-me a sair da 4a, para estudar, para encontrar comigo mesma nesta jornada que acredito que será a última dentro do movimento.
Quis recordar e dividir em algumas (muitas) linhas um pouco do que foram esses anos todos, o que eles mudam em mim, como o movimento me ajudou e como, nesse tempo, eu amei e fui amada...
Para finalizar, vou escrever algumas palavras que fazem sentindo para uns, para outros, para minguem, mas que fazem muito para mim, cenas, uma vez que o filme todo completo está no meu coração:
Nilsão, Sr Au, groselha de Jaú, Carlão e seu violão, a lua de Marília, ping-pong e piscina de bolinha no bezerra, pipoca, evangelhos grudados na parede e no chão, “só pode haver um”, cachorro quente seguido de grito de dor, porpeta de soja, Ana person, moacyr camargo e plínio oliveira, crachá em forma de raio, balada na comeno, maquina de suco de jaú, copinhos coloridos, rojão a meia noite, átomo de magnésio, pão caseiro com serenata, assessoretes, “leitinho quentinho” e “etiquetinha”, galak e diamante negro, “vim vos lembrar do compromisso que assumiram (...)”, acordar com violino, shopping de jaú, maca da carol, 7 pessoas em 4 colchões, tanguinha de oncinha, osni, reuniões “de portas fechadas”, pastel de 7 queijos, carro sem gasolina, peneus furados (muitos), chá com leite, corações liláses.

Descobri... O problema nunca fui eu...

O último final de semana foi coroado de alegrias, realizações e surpresas... Depois, se eu lembrar, eu conto melhor, mas, hoje, quero falar a respeito de algo que percebi com o movimento todo destes dois dias.
Fui participar de um evento que foi organizado por dois grupos, juntos. A idéia foi minha, a princípio, ainda em 2008, e foi abraçada por espíritos magníficos (Na verdade, a idéia veio para mim).
A intenção era unir dois grupos que não tinham contato entre si, mas que pareciam muito parecidos em diversos aspectos. A idéia era união...
Um destes grupos foi o grupo em que eu cresci e no qual passei mais de dez anos da minha vida. Adolesci e amadureci entre eles. Fui participante, trabalhadora, monitora e líder. Esse grupo me viu chorar, rir, brincar, cantar, dançar, gritar, brigar, cobrar ao longo de todos estes anos. Mas também me viu amar, e muito...
Do outro grupo me aproximei mesmo nestes dois últimos anos. Eles foram meu alento e meu repouso quando, já cansada pelas tarefas que exigiam de muito de mim, e já extremamente ferida pela vida, eu precisava apenas participar, sem preocupações com horários, roteiros, etc. Claro que isso não durou muito, pois sou uma trabalhadora por natureza. Esse grupo me viu triste, cansada, depreciva, mas também me viu sorrindo, abraçando, dançado e, claro, amando...

Paralelamente, existe um outro grupo. Por respeitar minha realidade e acreditar que a espiritualidade tem planos para todos nós, eu tentei, com este terceiro grupo, ser legal. Posso dizer, hoje, que já tentei de tudo com eles. Já tentei ser meramente burocrática, trabalhando com dados, números e prazos, e não deu certo. Tornaram minha vida um verdadeiro inferno.
Depois, com auxílio da espiritualidade, percebi que deveria amá-los, assim como eu amo os dois primeiros grupos e várias pessoas de um outro grupo que não citarei aqui. Nessa tentavia, procurei me aproximar de todas as maneiras, mas, nada adiantou.
Tudo que eu faço, eles tomam como provocação. Se eu pergunto, é para provocar, se eu não pergunto, é para deixar a coisa "ir para o buraco" porque eu quero que se ferrem.
Se eu procuro estar perto, é para "chamar atenção", se eu ignoro, "estou ignorando".
Eu tentei, juro que tentei... Tentei puxar assunto, tentei ser legal por e-mail, tentei de tudo... Mas, tudo em vão... Há sempre uma muralha e a cada tijolo que eu tiro, mais três são colocados por eles.
Por muito tempo, achei que a culpa era minha, que eu não sabia lidar com eles, etc, etc, etc... Que eu tinha que aprender...
E foi assim, até este final de semana.
Neste final de semana, parte deste pequeno grupo estava no evento.
Agora, sigam meu raciocínio:
Havia umas 150 presentes.
Delas, uns 10% são novos e não me conheciam ou pratricamente não me conheciam.
Mais uns 5% não gostam de mim, pois, quando eu era assessora, os mandava dormir e não os deixava badernar de madrugada.
O resto demonstrou admiração, respeito e carinho.
E esses três, que fizeram questão de mostrar o quanto não gostam de mim. (Na verdade, tem um lá que é um caso a parte)

A partir daí, eu percebi que o problema não sou eu... Se eu sou amada por gente de todo o estado, sendo eles muito diferentes de mim ou não. Se me respeitam, me admiram, tendo convivido comigo tão intensamente e por tanto tempo, o problema não é comigo.
Se de 150 pessoas só 3 me tratam mal, o problema não sou eu. Definitivamente, não sou eu... Desses três, um tem problemas comigo e os outros dois não me conhecem. Se bobear, não me viram nem dez vezes em toda minha vida e compraram o peixe que esse primeiro vendeu.
Eu percebi que, para trabalharmos juntos, não precisamos ser amigos, nem nos gostarmos. Sim, é muito melhor trabalhar entre amigos, rir, abraçar e amar. Mas, tenho isso naturalmente com todo o resto de pessoas, então... O problema não sou eu.
Decidi que irei em todas as reuniões, quer eles gostem, quer não. E, caso desejem se sentir atacados por tudo que eu perguntar ou falar, o problema não é meu, mas de quem está sentindo.
E se não quiserem ser corrigidos, é fácil: Façam tudo 100% certo.
Se não quiserem ser questionados, sejam 100% claros.
Mas, se quiserem se sentir melindrados, o coração, o estômago, a saúde não são meus.

A minha parte eu fiz.
A vida mostrou que o problema não sou eu. E mostrou matematicamente.
Quem estava em Brotas viu!
E, sabem, me senti muito amada em Brotas. Mas, eu amo muito também. Meu coração enche de saudade, dói, e sente falta de cada um.
Ainda tenho certeza de que vim para cá para aprender a amá-los e não vou desistir disso. Eu posso e vou amar esses seres tão diferentes de mim e que fazem questão de me tratar mal. Sabem porquê? Por que o amor é bom para quem o emite!
Não preciso ser amada para amar.
Não preciso fazer todas as vontades para amar.
Não preciso dizer sempre sim para amar.
Não preciso me omitir para amar.
Para amar, basta querer, e a justiça, a ponderação, o perdão, o carinho farão parte do pacote a cada dia...
E, amar que nos ama é fácil. Sei que agora estou pronta para amar incondicionalmente, na medida dos meus limites espirituais, caso contrário, eu não estaria onde estou hoje.
Buscarei no amor espiritual, no Cristo, e no amor que já desenvolvi forças para mais este desafio existencial.

Ontem eu vi o papai noel...

Sério, sem brincadeira, ele existe e mora no Taboão da Serra!!!
Ontem eu estava com uma amiga no mercado, fazendo hora até irmos ao Centro Espírita, comendo, rindo nas lojinhas, vendo as chinchilas roedoras bonitinhas, quando decidimos entrar no mercamos propriamente dito. E, enquanto eu terminava de matar meu pastel, quem vimos bem na entrada, pesquisando atentamente no folheto promocional? O próprio São Nicolau...
Claro que ele estava à paisana, afinal, no Brasil é verão e aqui está quente pra burro.
De boina, para disfarçar, camiseta, shorts e chinelo e óculos, claro, lá estava o bom velinho vendo o que valia à pena comprar ali, aifinal, com o aumento da demanda, seus doendes não devem estar dando conta da produção, a menos que sejam doendes chineses...
Claro que eu e a Bia ficamos eufórias e tiramos fotos dele, afinal, quem ia acreditar em nós duas? Duas mulheres, uma delas mãe, dizendo que viu o papai noel em pleno mercado taboanense... Mas tiramos fotos sim e podemos mostrar para quem quiser. Só não as postarei, pois ele pode não gostar da exposição e daí, fico sem meu presente.
Falando em presente, depois de passar bons minutos lendo o jornal de ofertas (outro ponto, pessoas comuns folham rapidamente e ele estava pesquisando atentamente), ele foi para dentro da loja.
Quando eu o vi, na hora falei para minha amiga: - Ele veio comprar meu note, afinal, os doendes não devem ser tão hitechs assim.
Dito e feito... Para onde ele foi primeiramente? Para a seção de informática.
Qual fileira? As de notebooks.
O bom velinho estava ali por minha causa, pesquisando o valor do meu presente de natal!!!
Ah, tirei foto disso também. Ele em meio aos notes...
Quase gritei pra ele: - Ei, fui uma boa menina, quero esse aqui que é lindo e bom!
Mas, achei que, com tamanha dedicação da parte dele e tratamento especial, ele saberia escolher um da proporção do meu merecimento!!!
Ai ai, foi o dia mais feliz da minha vida.
Eu acredito em fadas, doendes, gnomos, etc... E acredito no papai noel, embora pessoas sempre me disseram que era meu pai ou um tio vestido com alguma roupa alugada.
Tudo bem, o papai noel da minha família era japonês, mas talvez fosse o papai noel disfarçado para se adaptar à cada família que ele visita. Ele deve ter uns durex para puxar os olhos e maquiagem negra também...
Mas, ontem, era ele. Era ele de verdade, com sua bondade e boa vontade, procurando e pesquisando o meu presente.

Papai noel existe, mora no Taboão da Serra e faz compra no Extra!

PROVEITO DOS SOFRIMENTOS PARA OUTREM

31. Os que aceitam resignados os sofrimentos, por submissão à vontade de Deus e tendo em vista a felicidade futura, não trabalham somente em seu próprio benefício? Poderão tornar seus sofrimentos proveitosos a outrem?

Podem esses sofrimentos ser de proveito para outrem, material e moralmente: materialmente se, pelo trabalho, pelas privações e pelos sacrifícios que tais criaturas se imponham, contribuem para o bem-estar material de seus semelhantes; moralmente, pelo exemplo que elas oferecem de sua submissão à vontade de Deus. Esse exemplo do poder da fé espírita pode induzir os desgraçados à resignação e salvá-los do desespero e de suas conseqüências funestas para o futuro. – S. Luís. (Paris, 1860.)


O EVANGELHO SEGUNDO O ESPIRITISMO

CAPITULO 5, item 31

Allan Kardec

FEB - 20

Minha resposta à música "Você não me ensinou a te esquecer"

Minha resposta está em itálico...

Você não me ensinou a te esquecer
Caetano Veloso
Composição: Fernando Mendes / José Wilson / Lucas

Não vejo mais você faz tanto tempo
Azar o seu, sorte a minha
Que vontade que eu sinto
De olhar em seus olhos, ganhar seus abraços
Vai ficar só na vontade
É verdade, eu não minto
Oxe, vc só mente
Você não me ensinou a te esquecer
E nesse desespero em que me vejo
Já cheguei a tal ponto
De me trocar diversas vezes por você
Procura um psiquiatra
Só pra ver se te encontro
Procura um mapa
Você bem que podia perdoar
Jamais, meu filho
E só mais uma vez me aceitar
Nem que Cristo me peça para isso
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la
Suas promessas e nada são a mesma coisa
Agora, que faço eu da vida sem você?
Se mata
Você não me ensinou a te esquecer
E nem vou perder meu tempo te ensinando
Você só me ensinou a te querer
Claro, eu sou foda
E te querendo eu vou tentando te encontrar
E não vai achar
Vou me perdendo
Se liga!
Buscando em outros braços seus abraços
Isso é coisa de puto carente
Perdido no vazio de outros passos
Como eu disse, puto e carente
Do abismo em que você se retirou
Claro, ei, o lixo aqui é você
E me atirou e me deixou aqui sozinho
E é só o que você merece
Agora, que faço eu da vida sem você?
Se afoga no Tietê
Você não me ensinou a te esquecer
Tenho mais o que fazer
Você só me ensinou a te querer
E você nem foi o único e nem o mais importante
e te querendo eu vou tentando me encontrar
E nesse desepero em que me vejo
já cheguei a tal ponto
de me trocar diversas vezes por você
só pra ver se te encontro
Procura um psiquiatra
Você bem que podia perdoar
Meu, ja deu 70x7 vezes
E só mais uma vez me aceitar
Ei, eu mereço coisa melhor
Prometo agora vou fazer por onde nunca mais perdê-la
Sua palavra e nada é a mesma coisa
Agora, que faço eu da vida sem você?
Se mata
Você não me ensinou a te esquecer
Bom, filho, tenho mais o que fazer

Hoje é meu niver!!!

Hoje eu faço mais um aninho neste planetinha...
Posso dizer que estou muito feliz.
Consegue algumas conquistas e outras estão vindo.
Tudo, porque definitivamente eu decidi bloquear, impedir, deletar e excluir tudo que fazia mal para mim.
Depois disso, parece que o resto, que estava meio atravancado, começou a dar certo!

Obrigada, meu Deus, pela coragem que eu tenho aprendido a desenvolver,
Pela Vontade, que é algo que estou aprendendo a direcionar,
Pela persistência, que me tira da cama diariamente,
Pela Justiça, que me faz falhar o menos possível,
Pela sinceridade, que me permite ser eu em qualquer hora para qualquer um,
Pela transparência, que me deixa leve e livre,

Hoje, faço tudo o que eu quero e somente o que quero.
Fácil ser feliz assim!

Obrigada pelos Amigos, preciosidades da minha vida,
Obrigada pela saúde recuperada e pela doença, útil instrumento reencanatório,
Obrigada pela oportunidade de existência física nesta escola chamada Terra.
Obrigada pelos amigos espirituais!

Enfim...
Hoje é dia de agradecer!

Imagem poesia...





Antes de dormir, eu prometi que ia postar algo legal e vou!!!

Fiz um album no meu orkut com imagens que eu gosto.
Faltam muitas... Mas aos poucos vou completando...

Percebi o quanto eu gosto de pintura, de obras de arte, da História da Arte. Como isso vibrar forte em mim! Como sempre vibrou.
Lembro que, na adolescência, eu pegava os livros de pintura de meu pai e sonhava com aqueles lugares, aquelas paisagens. Até me apaixonei por um pintor morto há quatro séculos...

Como isso sempre esteve dentro de mim e eu nunca havia percebido?

Talvez pelo fato de estar lá, fácil, sempre ao alcance, eu achava que era algo normal e natural de qualquer ser humano. Mas não, é amor, é paixão.
Como eu gosto disso!!! De olhar, de conhecer mais, de me aprofundar...
Quanta coisa linda!
Quanta coisa impactante!
Quanta alma humana expressa por pinceladas, por traços, cores texturas.
Um espírito se colocando para fora, na sua época, no seu tempo, com as condições que possuía, a sua alma imortal!
Tem com não amar isso???

De repente... Tudo dá certo!

Como pode?
A gente fica um bom tempo procurando trabalho, estágio, bolsa e, quando surge, é tudo duma vez?

Bom, comigo é assim sempre e sempre nesta época do ano.
Para começar, há umas três semanas, eu estava com essas duas oportunidades. Daí, voltei a falar com alguém que só me traz mal, e tudo sumiu.
Na última sexta, me afastei definitivamente desta pessoa e, advinha???
Ontem acertei a bolsa e hoje, o estágio.
Claro que terei que optar, mas, até terça eu não tinha nada e hoje estou podendo escolher!
Como a vida é sábia e dá sinais claros do que é bom e do que não é para nós!

Estou feliz! Gripada, quase sem conseguir respirar, morrendo de dor, porém feliz!

Obrigada pela torcida, amigos!

Outro fds perfeito

Meu deus, nem consegui contar tudo que foi interessante, mágico, maravilhoso e reflexivo no outro fim de semana e já passou mais um, igualmente intenso... Será que vou dar conta?

Jajá eu posto mais!

Reflexões do fim de semana...

Sempre estive ou namorando, ou enrolada, ou simplesmente pensando muito em alguém.
Não conseguia entender como as pessoas curtiam estando 100% solteiras, no que elas pensavam quando saiam ou algo assim.
Como sempre tive alguém no meu coração, ainda que solteira, lembrava dessa pessoa nas festas ou saia desejando encontrá-la. Namorando, longe, era a mesma coisa.
Não tinha parâmetros para entender uma outra realidade, até este fim de semana.

Pela primeira vez na vida, consigo entender porque tanta gente curte a solterisse. E solterisse de coração, ainda que beijando na boca.

É bom sair e estar conosco mesmo, curtir as músicas e não pensar em ninguém, olhar para o lado e não querer encontrar ninguém, dançar, deixar a coisa rolar.
É uma estranha leveza que me fez sentir como uma pena no vendaval, solta, só, mas livre e leve...

Senti assim nos dois eventos do fim de semana e, melhor, pensei muito que era o melhor para mim naquele momento. Não teria me divertido tanto, por exemplo, se eu estivesse com meu ex.
Eu dancei, ri, conversei sem a preocupação de entrosar ninguém ou de dar atenção a uma determinada pessoa.
Matei a saudade de amigos de realidades diferentes: Faculdade e DM.
Fiquei só, estudei.
Fiz trabalho da facu de agora.

E, em homenagem a este momento, vai uma música que embalou minha noite de sábado:

Praieiro

Jammil e Uma Noites

Composição: Manno Góes

Sou praieiro
Sou guerreiro
Tô solteiro
Quero mais o quê?(bis)
Quero mais verão
Quero mais tesão
Quero mais fevereiro
Quero mais amor dentro do coração
Quero mais dinheiro
Quero praia e sol
Quero namorar
Quero mais alegria
Quero o Rio de Janeiro nos tempos de paz
Quero as meninas de Minas Gerais

Eu quero a Bahia
Eu sou da Bahia

Porque sou brasileiro
Eu sou do litoral
Eu sou do mundo inteiro
Eu sou do carnaval(bis)

Sou praieiro
Sou guerreiro
Tô solteiro
Quero mais o quê?(bis)
Quero mais verão
Quero mais tesão
Quero mais fevereiro
Quero mais amor dentro do coração
Quero mais dinheiro
Quero praia e sol
Quero namorar
Quero mais alegria
Quero Floripa e as ondas de lá
Quero Noronha e as conchas do mar

Eu quero a Bahia
Eu sou da Bahia

Porque eu sou brasileiro
Eu sou do litoral
Eu sou do mundo inteiro
Eu sou do carnaval(bis)

Sou praieiro
Sou guerreiro
Tô solteiro
Quero mais o quê?

Ainda sobre o fim de semana

Tenho muita coisa para contar. Muita mesmo...

Mas agora eu ando com pouco tempo... Amanhã talvez!!! Antes que minha memória falhe...

Ah, amei esse novo visu do meu bloguito!!!! Amei!


Continuando...

Agora é o começo...


Sábado foi um dia especial e estranho.
Como o tempo pode passar e não passar ao mesmo tempo?
Quando encontro minha turma de Jornalismo, vejo que o tempo passou muito. Alguns ficaram mais próximos uns dos outros, outros sumiram...
Mas aí, quando estão juntos, parece que ainda temos vinte anos e moramos em Londrina...
São as mesmas histórias, algumas novas revelações, mas é o mesmo clima.
Bom, agora passamos boa parte do tempo contextualizando nossos acompanhantes.
Aliás, deve ser chato estar conosco quando estamos juntos...

Lembrei de um fime com a Julia Roberts, cujo nome não me lembro, quando ela encontra o melhor amigo e começam a conversar e a noiva dele fica boiando, tentando se integrar...
Mas somos educados e, pelo menos, contextualizamos...

Eu posso dizer, por agora, é que estou com mais saudade de todos. Tive poucas oportunidades de reve-los: Um outro casamento, um churrasco, uma viagem a Rio Preto quando encontrei quatro, dos vinte soberanos (se tirarmos os que não temos contato, acho que somos uns quinze ou menos), e algumas visitas à Simone ou Maria Rita, poucas. Contudo, posso afirmar com certeza que desta vez foi quanto eu mais senti saudade. Já na hora de embora, ao ver o Fabicha e o Maneco se despedindo, tive muita vontade de chorar. Acho que não o fiz para conter a zoação.

Eu viajei com o propósito de me observar e refletir.
Primeiro, a viagem.
O casamento foi em Campinas. Saímos de São Paulo. A coisa mais estranha. Eu em São Paulo. O que sou eu morando em São Paulo? Que coisa sem noção! Bom, um dia comentei isso com a Camilinha e até pensamos em fazer planos para vir para cá, mas ficou no passado com outros tantos planos nossos.
Já ao entrar na van, esse estranhamento comigo mesma. O que faço em São Paulo.
Olhei para o pessoal. Meu Deus, estamos tão perto e não nos vemos... Culpa minha, em parte, que vivo dando bolo nas meninas. Mas, gosto tanto delas!!!
Chegamos causando, claro, afinal, somos nós.
E, aos poucos, outros amigos também foram chegando... Casais... O noivo... E, por fim, quando já estávamos na igreja, Fabicha e família. E que família linda!!!

Eu curti muito a festa. FAzia tempo que não me divertia tanto em uma festa. Pude dançar, beber, comer, rir. Pouco, bem pouco mesmo, parei para pensar nos meu problemas e quando o fiz foi para chegar a conclusão que estou melhor do jeito que estou.
De verdade, há muito tempo que não me sentia assim, feliz em uma festa!

Reparei bem nos meninos. Como eles estão crescidos. E como ainda se gostam!
E como eu gosto deles.

Comecei a faculdade querendo mudar. Terminei querendo ter desistido. Pensei em largar e só não o fiz pelos meus pais e pela Priscila e nosso TCC. Mas, se continuei fazendo um curso que não suportava, foi pelos amigos. Foi pela convivência com eles. Mesmo as brigas, os desentendimentos, os telejornais e radiojornais sofridos e sofríveis, os jornais que nunca foram publicados, eram motivos para estar junto.
Hoje vejo como eu tive sorte.
Observo outros amigos também já formados, seja em faculdades públicas ou particulares, em turmas grandes ou pequenas, e eles não têm isso.
O fabão disse que está foi a turma com a qual ele mais se identificou. Eu posso dizer que talvez não seja isso para mim, mas que é a turma na qual eu posso ser eu mesma com meus defeitos. Não preciso parecer inteligente, nem santa, nem boazinha, nem sei lá o que. Eu não tenho que ser "a lider", a boa aluna, a boa professora, o exemplo. Eu sou eu e sei que gostam de mim assim. E mesmo se não gostarem, eu gosto deles e é o que importa.
Tenho sorte, pois se o tempo parece não ter passado, é o sentimento que garante isso. E se depois de sete anos formados o tempo parece mesmo ter estagnado, é porque o sentimento é verdadeiro e hoje tenho certeza que isso será preservado para o resto da existência. Para mim, isso vale muito mais que o diploma... (Ainda que fosse um que valesse)

Fim de semana. parte 1


Esse fim de semana foi maravilhoso. Perfeito mesmo.

Há muito tempo não tinha nada assim.
Sei que nada o faria melhor. Nossa, e NADA mesmo. E saber disso, pois refleti muito a este respeito, me deixa ainda mais feliz.
Aos poucos eu vou contando não o que vivi, mas no que pensei enquanto vivia.
Sábado - casamento de um amigo de faculdade, em Paulínia.
Domingo - evento na 2a...
Segunda - a volta

Vou começar do meio.

Uma parte da festa. Eu mato a Talissa.
Do nada, uma música toca...
E, de repente, a festa está cantando a música para mim.
Tudo bem, foram meus amigos mais queridos que ficaram me apontando e juntando em mim no refrão. Eu os amo... E eles têm razão.
O pior foi o Senhor JT perguntando se o autor da música me conhece. hahahahahaha
O que mais gosto é não precisar fingir para meus amigos.
Quer saber a música? Colada aí em baixo.
Ciumenta
Luiz Guilherme e Daniel

Saia dessa paranóia
De dizer que tenho outra
Porque assim você vai ficar louca
É uma barra o teu ciúme possessivo
Nunca põe fé naquilo que eu digo
Me liga toda hora pra saber
Com que é que eu estou
No futebol com os amigos
Ou em qualquer lugar que eu vou

Ciumenta
Para de ser tão ciumenta
Desse jeito nenhum homem te agüenta
Ah eu já não sei o que fazer

Ciumenta
Para de ser tão ciumenta
Desse jeito nenhum homem te agüenta
Se liga ou você vai me perder

Virando a página

Hoje eu estou feliz!!!

Passou a irritação!

Esses dias, depois de uma imensa tempestade, tive tempo de repensar, refletir e de mudar muita coisa em mim.
Incapaz de perdoar certas condutas e falta de caráter, fui obrigada a virar uma página da minha vida. Por mais que meu coração estúpido insistisse em permanecer nesta história, a realidade me mostrou que não valia a pena.
O espírito sabe o que tras em sua programação. Ele sente. Ele reconhece um sorriso, um perfume. Mas, com o desejo de melhoria e superação, vem todo um passado infeliz. E, às vezes, este passado vem à tona com as mesmas situações vividas em outras épocas.
Infelizmente, nossa imperfeição e nosso orgulho às vezes dificulta o processo de perdão.

Não vou me fingir de santa. Não sou. Não tenho sangue de barata e não consigo perdoar algumas coisas como, por exemplo, falta de caráter.
Daí, sentimentos muito opostos parecem brigar dentro de mim.
De um lado o espírito e sua vontade de melhoria, de outro, os sentimentos que ainda nescessitam de burilamento.

Bom, batalha ganha por um lado ou por outro, cabe à inteligência traçar novas metas para adequar a realidade à nossa verdade.
Ou vice-versa?
Feito isso, parece que tudo se alinha novamente e novos ganham surgem.

Nesta nova história, um novo momento, um novo perfume, uma nova cor.
Para trás, ficam as páginas amareladas pela mágoa e orgulho.

Nesta nova vida, dentro da vida, começam a vir as conquistas em todos os campos!
E como elas aparecem!
Surgem de um dia para outro de onde menos imaginamos!

Arigatô, vida!
Arigatô!

Espiral da vida...

vem andar comigo

jota quest

Composição: Rogério Flausino

Basta olhar no fundo dos meus olhos
Pra ver que já não sou como era antes
Tudo que eu preciso é de uma chance
De alguns instantes

Sinceramente ainda acredito
Em um destino forte e implacável
Em tudo que nós temos pra viver
É muito mais do que sonhamos

Será que é difícil entender?
Porque eu ainda insisto em nós
Será que é difícil entender?
Vem andar comigo

Vem, vem meu amor
As flores estão no caminho
Vem meu amor
Vem andar comigo

Vem andar
As flores estão no caminho
Vem amor
Vem andar comigo


Tudo que quero...

As pessoas me perguntam as vezes se não me canso de estudar.

Lembro que foram muito difíceis os anos de UEL, longe dos amigos de Birigui e do movimento de mocidade. Era um sofrimento muito grande estar num lugar e com o coração em outro.
Hoje vejo quanta coisa perdi.
Tento não fazer desta esperiência uma repetição daquela. As dificuldades de "estar em Bauru" me fizeram perder muita coisa. Depois, a vinda para cá e as dificuldades de trabalho e de saúde.
Mas, de fato, hoje percebo que aproveito mais. Conheço mais pessoas, faço o que gosto, pesquiso, estudo...
Como eu gosto de uma sala de aula, tanto como professora, quanto como aluna. Gosto de conhecer coisas novas, fazer novas coisas. Talvez por isso algumas disciplinas me deixem tão entusiasmadas. E outras, que apenas formalizam um conhecimento que já tenho, me entediam... E vou pior... Só por Deus.
De fato, gosto deste clima e quero isso para mim.
Em pensar que quase desisti...
De certo que tenho outros sonhos e, caso estas outras portas se abram, a faculdade pode esperar. Mas, enquanto são apenas sonhos... Vou realizando outros mais reais.
Sei muito bem muito do que quero para vida e estou buscando isso. No setor acadêmico, tudo se encaminha. Nos demais, também. Não tenho muitas metas a longo prazo, embora já tenha alguns sonhos. Mas sei o que quero para agora e estou conseguindo.
Consigo tudo que quero de verdade na minha vida, isto é fato.
Tudo, tudo que sempre quis, eu consegui. E sei o que quero. Sei mesmo, pelo menos por agora. E terei tudo que quero, não por capricho, mas porque sei o que é o correto e o melhor para mim como espírito espírita. Até o que eu quase perdi, o que parece que perdi, o que parece estar difícil, está mais perto do que se pode imaginar.



Meu fds foi maravilhoso... Agora estou sem tempo, depois escrevo mais... 

Escrevi isso no meu profile do orkut e curti mto!!!!




Entre livros e pincéis, nasceu uma japinha... Entre livros em pincéis, ela foi criada. Mimada? Muito! Amada? Mais ainda...
Gênio difícil, brava... Mas encantadoramente meiga e adorável!
Entre livros e pincéis, ela foi crescendo.
Entre livros, pincéis e tecnologia, ela desenvolveu-se.
Conhceu museus, viajou, conheceu culturas diferentes...
Aprendeu a ser mulher. De patinho feio, ela transformou-se numa bela jovem. Da tímida e desajeitada adolescente, brotou a dinâmica e estilosa mulher.
Hoje...
Comunicativa, comunicadora, comunicóloga...
Da arteira, restou o humor, pois daí emergiu a artista.
Culta, intelectual, sensível ao extremo.
Inteligente? As vezes até demais...
Modesta? Nem um pouco. Mas, a humildade também consiste em reconhcer as qualidades.
Desenhista, pintora, escultora, ceramista, gravurista... De tudo um pouco.
Arte-educadora!
Professora!
Pesquisadora... Com prazer e paixão.
Artesã... Habilidosa no crochê, tricô, bordados mil... Jeitosa...
Habilidosa com a informática, facilitada pela condição familiar.
Curiosa, ainda vai ver de perto as obras de arte que tanto estuda...
Bem educada, ou, como diriam, polida...

Linda, alegre, agitada.
Brava, ansiosa, insone.
Médium de mim comigo mesmo!

Entre livros e pincéis, ela conheceu a Doutrina Espírita.
Entre livros, pincéis e Doutrina Espírita, ela descobriu a Verdade.
Entre livros, pincéis, Doutrina Espírita e Verdade, ela busca ser melhor a cada dia.
Entre livros, pincéis, Doutrina Espírita, Verdade e a busca de ser melhor, ela quer descobrir o perdão...
Ela vai descobrir em si o perdão.

Amiga sempre, credora às vezes, apaixonada, apaixonante...

Da quase morte, renasceu para seus sonhos. Sonhos? Muitos. Metas? Mais ainda.
Persistente. As vezes, até demais.
Acredita em seu programa reencarnatório e sabe que diversas de suas atuais escolhas estão baseadas nele. Persiste em tudo que acha certo!
Batalhadora, lutadora, sempre na busca de vencer o medo. Hoje, o medo já não a assusta. Hoje, ele é menor que ela. Hoje, ela luta, move-se, vive, vibra. Hoje, ela corre, corre muito, arregimenta forças, escorrega, mas não desiste jamais! Ela crê! Ela tem fé em si! Ela tem fé no que é certo para si.

Entre livros e pincéis hoje ela é comunicóloga, escritora, artista, arte-educadora, professora, jovem espírita, mulher, menina mimada dengosa, charmosa, sedutora, estilosa, única e, sobretudo, sensível.
Sensível para ser comunicadora, sensível para ser artísta. Sensível para ser espírita, sensível para ser mãe, filha, esposa, mulher.
Sensível para trazer ao mundo, por meio de suas palavras ou de seus traços, o que não se pode ver, não se pode tocar, não se pode cheirar, mas que se pode, e deve, apenas SENTIR...

Eu Quero Ser Feliz!!!

Eu Quero Ser Feliz!!!

Angela Moura
 

 
 
- Ei... Psiu!!!
Eu quero muito ser feliz!!!

A partir de agora,
NÃO VOU MAIS:


Censurar os erros do passado...
Passarei minha vida a limpo e
farei deles meu aprendizado.
Paciência... Continuarei errando,
porque só erra quem faz;

Criticar ou tentar modificar alguém...
Mudarei, apenas, minhas atitudes.
Vou mudar para melhor, sabe por quê?
Ganho eu e quem me ama também;

Abrir mão de meus sonhos...
Lutarei sempre para que eles aconteçam.
Mesmo que eu leve uns bons tombos, vencerei meu medo e continuarei correndo atrás do melhor para mim;

Colocar minha felicidade
nas mãos de alguém...
Vou ser feliz de qualquer jeito.
De preferência, amando quem me ama,
tem preocupações comigo e torce para me ver feliz;

Passar a vida esperando
pelo que desejo que aconteça...
Vou aproveitar hoje mesmo,
enquanto o amanhã não chega.
Aprenderei a curtir cada momento com o que existe de bom, aqui e agora; 

Ficar com pena de mim
pelos meus problemas e tropeços...

Agradecerei a Deus minha força
e por ter sobrevivido a eles.
Lembrarei sempre que dificuldade, em vez de castigo, é o maior estímulo à minha criatividade; 

Ser pessimista e pensar no pior...
Ocuparei meu tempo com algo útil, que me divirta ou que possa ajudar alguém.
Vou esperar pelo melhor, valorizar cada amigo e cada coisa boa que aparecer em minha vida;

Despejar problemas nos ombros de amigos...
Aproveitarei a presença deles para me alegrar. (Quando muito, vou pedir um colinho...rsss.)
Saberei respeitar e preservar meus amigos, e, com tanto carinho e benquerença, nunca me sentirei só, né?;

Querer ser modelo de perfeição
ou copiar o dos outros...
Vou me aceitar como sou, e dar
o melhor de mim em tudo que fizer.
Acima de tudo: amar, amar, amar... 
e ser MUITO AMADA.
 
A partir de hoje,
vou viver plenamente,
sem medo, e
MUITO FELIZ.