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o movimento e eu

Tenho pensado muito na minha vida, nas minhas escolhas, no tempo, no futuro...
Tenho pensado muito no meu presente, no significado da Mocidade Espírita hoje na minha vida e no próprio movimento de mocidade... Significado para o meu movimento intimo...
Quando entrei na mocidade, não sabia muito bem o que eu estava fazendo, mas sentia uma força que me impelia a ir todos os domingos, das 10h15 às 12h, sem falta, na Mocidade Espírita Renascença. Demorei muitos anos para perceber o quanto eu gostava de lá.
Minha dificuldade era grande, pois todos já se conheciam há muito tempo, eram bem amigos, e, na maioria, bem expansivos e eu, apenas uma adolescente extremamente tímida e assustada. Quase morri na primeira vez que tive que fazer a explicação do evangelho.
Alguns meses depois do meu ingresso, um tal Edenilson, que era uma coisa chamado assessor, que também era da minha cidade, foi nos convidar para uma tal de Comenoesp, numa cidade chamada Ilha Solteira. Estávamos, então, em 1995. Na hora, meu coração bateu forte, acelerou, mas, precisava ter 1 ano de mocidade e eu não tinha. Se fosse hoje eu iria conversar, mas, naquela época, fui para casa engasgada, sem coragem pra dizer nada. Ah, esqueci de mencionar que quem me levou para mocidade foi uma colega de classe, chamada Daiane, a quem sou grata até hoje. Eu já freqüentava o mesmo centro que ela, mas, como eu já disse, era tímida demais para aparecer em outro horário, naquela imensidão que um dia foi o meu lar.
Em outubro do mesmo ano houve, na cidade vizinha à minha, uma tal de 2a prévia de outro evento com nome complicado: Comjesp. Ah, era do lado de casa, então eu fui. Foi muita gente de Birigui, inclusive ex-colegas da outra escola, que iam numa outra mocidade. Chegando lá, a Daia já tratou de me apresentar para uma galera, que era a galera dela, e que, mais tarde, bem mais tarde, tornou-se a minha também. Eles eram sede, eram engraçados, e tinham a minha idade. Eu não estava acostumada com tanto carinho, era tudo muito estranho, mas consegui fazer amizade com dois moços de Marília que, como eu, estavam em fase de vestibular. Cada um conseguiu o que queria na época. Ah, trocávamos cartas. Sim, cartas, com selos, carteiro e tudo mais. Tempos bons os das cartas. Era tão gostoso recebe-las, ir conhecendo as pessoas pelas palavras, pela letra, pelos borrões das lágrimas de saudade. Elas demoravam para ir e vir e talvez isso as tornasse ainda mais preciosas.
No ano seguinte, fui para essa tal de Comjesp. Era a 6a, em Franca. Eu, ainda tímida, mal conseguia falar o meu nome a minha cidade sem querer chorar. E quando o estudo acabava e tinha que ir ao páteo, era uma tortura, pois tinha medo de que meus colegas não tivessem saído. E, falo apenas das pessoas de Birigui, do meu irmão, que foi importantíssimo nessa fase, e um ou outro que estava conosco no ônibus. Éramos, nós, da 4a, um grupo fechado. Fechado no sentido de unido, de caloroso e de bagunceiro. Muuuuuuuuuuuuuito bagunceiro. Claro, entre eles estavam todos os que, em alguns anos, tornar-se-iam meus grandes amigos. Queríamos tocar até o amanhecer, invadimos o palco dizendo “Franca valeu, foi, foi um tesão”, desobedecíamos o assessor, e, ainda, no final, os meninos fizeram a esquete “A Caminho da Luz”, que prefiro nem comentar.
Aquele evento foi tão intenso e deixou em mim marcas tão fortes, que ecoaram e ecoam até hoje. Sinto cheiros, sons, sinto a força do que senti naquele dia. Aquele evento mudou a minha trajetória na mocidade e na terra.
Por muito tempo, ainda, continuei sendo a adolescente tímida, com baixa auto-estima, vergonhosa, entendiada, mas, sempre, sempre, ajudei em tudo, participei das reuniões, trabalhei na casa. Era feliz. Não bagunçava e me tornei uma excelente aluna na escola. Ah, na verdade, era a melhor. Em 97 a Daia me chamou para ir a um acampamento de carnaval. Meu pai não deixou. E, mais um ano de deslocamento e alegrias passou.
Engraçado lembrar agora. Lembro que eu gostava muito de ir e não faltava em uma reunião de mocidade e nenhum encontro. Nunca faltava mesmo. Só para prestar vestibular. E, ao mesmo tempo que tinha vergonha de um monte de coisas, adorava. Sofria quando meus amigos não estavam na mesma sala, ou no páteo comigo, mas, tinha algo, algo que só com o tempo eu descobri, que me impelia para ali. Ah, e tinha carinho, tinha música, tinha estudo, e muita comida gostosa. Lembro da geléia de figo, da 1a prévia de Garça, em 1997. Meu Deus, que maravilha!
Mas, o ano seguinte foi um dos mais intensos na minha vida. Ainda em 97 fiz amizade com uma garota, Kika. Isso foi no dia do meu aniversário. Ela foi muito especial na minha existência e me ajudou a começar a gostar de mim. Um anjo... Literalmente, um anjo.
Já no comecinho de 98, na 3a prévia, em Jaú, o Edenilson, ainda assessor (e seria ainda por mais 2 anos), nos dividiu pelas regiões e saí de lá como secretária administrativa do DM-R Araçatuba, o mais tradicional da assessoria. Meu irmão era secretário de doutrina, o Fábio, amigo querido que sumiu no mundo e quem eu não soube amar como merecia, secretário de divulgação, e o gordinho, diretor. Ah, o gordinho era o tal amigo da Daia, com quem eu conversei na 1a prévia e que me chamou para ir ao bendito acampamento de carnaval.
Logo depois disso e com meu irmão no movimento, meu pai permitiu que eu fosse ao acampamento. Foi incrível. Não há como descrever o clima, as brincadeiras espontâneas, as tradições, e quantos afetos nasceram daquela experiência. Eis as pessoas que citei no início do texto. Essas pessoas, que nos encontros eram os ditos mais “populares” e que também eram trabalhadores assíduos do movimento, eram divertidas, engraçadas e, sobretudo, amigas. Eram os “incontŕaveis”, cujo título eu invejei por muito tempo. Eu sentia que tinha uma família, e tinha mesmo. Embora a vida tenha feito com que cada um de nós tomasse um rumo diferente e, por algumas vezes, estivéssemos tão perto e tão longe, ainda os amo e sou grata pelo acolhimento: Henrique, Batavo Gordinho, Alexis, Marvin... são os que mais convivi.
O Gordinho tornou-se meu diretor e me ensinou o que era DM. O Henrique, por muitos anos, foi meu mentor, meu exemplo, meu espelho. Acho que ele nem sabe disso... O Alexis sempre foi um cara que eu admirei, inteligente, até demais!!! Mas isso as vezes atrapalhava. Com o Batavo, dividi a pior dor que senti na minha existência atual, quando a Kika desencarnou, poucos meses depois, e o Marvin permaneceu e permanece na minha vida, amigo querido, psicólogo, cuja família eu também amo. Edenilson foi incontrável sem nunca ter sido foi meu exemplo de líder nas experiências que viria a ter anos mais tarde, com as quais nunca imaginei.
98 foi crucial, também, pois aconteceram, além do acampa e do desencarne da kika, mais 2 coisas. A minha primeira monitoria e a mudança para Londrina. Bom, tive que monitorar, uma vez que os estudos eram separados por regional e, como secretária, precisava participar. Foi lindo. Nesse contexto conheci algumas pessoas importantes, mas vou destacar três: Andréia, de Jaú, exemplo de organização, de trabalho, de eficiência. Para mim, por muito tempo ela foi a melhor diretora regional que a 4a já teve. Robson, que tornou-se um amigo querido, com toda sua família. E a Jane. Jane, minha querida, que mudou a história da 4a assessoria, e, conseqüentemente, a minha. Minha amiga, mãe, madrinha, irmã... Como senti falta em cada uma das vezes que nos despedimos dela na sua “ultima” comenoesp que demorou para chegar, mas que chegou (será?).
Bom, fui para Londrina estudar, mas nunca estive em Londrina de fato. Sempre me mantive grudada no telefone, na internet e, é fato, eu sabia de tudo que acontecia no movimento e buscava participar ao máximo. Nessa experiência, morando fora e sem dinheiro, aprendi a desenvolver outra coisa: a vontade. Meus Deus, como ela movimenta mesmo as circunstâncias Não vou contar aqui cada carona que consegui, cada bico que me serviu de recurso ou cada amigo que me ajudou. Eu quis, eu consegui. Fiz a escolha de continuar no movimento, mesmos estando longe e sem dinheiro. Consegui. Faltei em uma única prévia, pois tinha meu TCC para fazer. Mas, comia arroz com polenta para ter grana pra viagem, para monitorar a Comjesp. Ah, de novo ela aí. Passaram então 5 anos... É, 5 anos...
Monitorar a Comjesp de Ribeirão foi outro marco em minha vida, outro divisor de águas. Com ela, veio a tal da vontade, e a integração do pessoal de Caminheiros. Eu chorava ao telefone dizendo que não teria dinheiro para ir às reuniões, que talvez nem fosse ao encontro. Lucas e Marlete sempre diziam que tudo ia dar certo. No dia do encontro, aliás, no último dia, na reunião de monitores, eu só chorava, alias, quem ali não só chorava??? E o Lucas me lembrou dessa fala. Anos depois, eles foram o recurso material para eu viajar, continuar a participar Eles e um cara que viajava todo fim de semana de Londrina para Prudente e não cobrava nada... Era o cara das batatas. Olha a vontade aí arregimentando recursos.
Me formei sem nunca ter estado em Londrina. Fiz amigos lá sim, que amo e trago comigo até hoje, mas eles também sabem que eu nunca estive tão lá. No dia que eu fui para Birigui, havia uma reunião em Marília. Cheguei, descarreguei a mudança, após um dia cheio, carro quebrado, pós colação de grau, despedidas, esperanças, tomei um banho e fui com o Edenilson para a reunião.
Nesse dia começou a minha crise.
Ah, esqueci de dizer que de menina tímida, me tornei alguém conhecida por uma alegria expansiva e contagiante, faladora, que cantava, brincava, ria, dava bafão, cheia de amigos, sempre rodeada de pessoas, e consegui dar muito amor.
Mas, com a formatura, a minha primeira crise. Não queria ser mais tão alegre e queria ter direito aos meus dias de bode. Revoltei-me comigo mesma pelas escolhas que fiz e por não ter curtido a faculdade e meus amigos. Cheguei a faltar em prova para ir em encontro... Enfim, pensei em sair, me afastar e me dei até a Comenoesp de 2003 (já era fevereiro) para pensar. Lembro da Fran, amiga de Prudente, falando... Espera até a comenoesp.
Beleza, esperei. Mal sabia eu que, depois daquilo, seria impossível desistir.
Novamente o pessoal de Caminheiros estava conosco e, por intermédio de uma respeitada e queria médium, tivemos contato com a espiritualidade amiga. Naquela 1a reunião, logo após a comeno, tudo fez sentindo. Entendi o que era aquela força que me arrastava para a mocidade e para os eventos e como tudo foi cuidado pela própria espiritualidade para chegarmos até ali. Muita coisa fez realmente sentindo...
Mas, a crise nunca mais foi embora. Contudo, observando agora, talvez seja a crise pelo amadurecimento e não pelo movimento, pois era algo meu, algo dentro de mim, uma autocritica muito grande e um desejo constante de mudança...
E o tempo passou, assumi mais responsabilidades, fiz mais amigos dentro e fora da assessoria. Vou citar 3, neste momento, todos de Rio Preto: Pri, Regiane e Rodrigo. Posso dizer que o Rodrigo é alguém cujo sentimento que tenho não consigo explicar. Certante não é dessa existência, pois eu já o conhecia sem conhece-lo de verdade. É alguem cujo tempo, a sinceridade e a transparência me permitiram que saísse da esfera do DM para entrar na minha vida pessoal (como alguns acima, mas com ele é especial, pois trabalhamos juntos por 2 gestões).
E o tempo passou, fiz mais amigos, mais amigos e mais amigos...
Daí, vou falar do último divisor de águas , da minha vida até agora, a Comjesp de Rio Claro. Estamos em 2006.Puxa, já se passaram dez anos! Sou uma profissional formada, que não gosta da profissão, com vontade de mudança, querendo coisas na minha pessoal e com uma mancha no estranha no ombro. Essa monitoria foi incrível vejo quantos dos atuais líderes do DM hoje surgiram nela ou nela estavam. Conheci gente, reconheci, reencontrei, desfiz más impressões, e fiz outras também. De Rio Claro, saí pronta para mudar de emprego, procurar um médico, tornei-me assessora e comecei uma história tão difícil e tão misturada com o DM como minha própria vida.
A Comjesp de Rio Claro mudou minha existência, pois, ao assumir a assessoria, junto com a Fabi, fui obrigada a aprender o que hoje tenho de sobra: CORAGEM. Alguns contatos fora da 4a eram difíceis e precisei aprender a me defender, e sentia que tinha que defender os meus também. ME tornei mãe, pai, tia, professora, chefa, amiga, patroa, enfim... Aprendi a desenvolver a responsabilidade, a falar quando tenho vontade, a brigar se for preciso. Claro que errei e extrapolei muitas vezes, mas estava aprendendo. O Edenilson foi meu exemplo de assessor, o Guto, de líder. Sou grata a ambos por me permitirem aprender com eles. Hoje, sinto que os superei. Não porque sou melhor, porque nenhum é melhor que o outro, mas porque hoje não os olho de baixo, nem lhes tenho medo, são amigos.
As crises continuaram, horas por ver que algumas pessoas, incluindo a mim, tem o discurso cristão apenas no verbo, ora por me sentir traída por quem eu abrigo e confio, ora por me sentir perseguida, injustiçada, julgada com o evangelho (que deveria ser de amor). Esses momentos de crise ainda existem e me fazem querer desistir, pois sei que posso ser espírita em casa, no trabalho, na escola, no trânsito, no condomínio, na rua, sem precisar do movimento.
Mas, ainda sinto que tenho coisas a fazer, a contribuir, por gratidão, por amor à causa, aos jovens e a mim mesma. É, a crise não passou, apenas foi mudando como eu mesma mudei. Mudou a causa, mudou o foco, mas elas estão aí, vibrando a cada decepção, desapontamento, e sei que mais dificuldades virão, afinal, é ano de Comjesp e a espiritualidade está alvoroçada. Eu mudei, cresci, conheci outras pessoas, refiz, reforcei e desfiz algumas imagens e hoje encontro-me longe da minha base querida, minha 4a assessoria, amando pessoas dos outros trés quartos de estado... Vim para São Paulo, após, por anos, recusar-me a sair da 4a, para estudar, para encontrar comigo mesma nesta jornada que acredito que será a última dentro do movimento.
Quis recordar e dividir em algumas (muitas) linhas um pouco do que foram esses anos todos, o que eles mudam em mim, como o movimento me ajudou e como, nesse tempo, eu amei e fui amada...
Para finalizar, vou escrever algumas palavras que fazem sentindo para uns, para outros, para minguem, mas que fazem muito para mim, cenas, uma vez que o filme todo completo está no meu coração:
Nilsão, Sr Au, groselha de Jaú, Carlão e seu violão, a lua de Marília, ping-pong e piscina de bolinha no bezerra, pipoca, evangelhos grudados na parede e no chão, “só pode haver um”, cachorro quente seguido de grito de dor, porpeta de soja, Ana person, moacyr camargo e plínio oliveira, crachá em forma de raio, balada na comeno, maquina de suco de jaú, copinhos coloridos, rojão a meia noite, átomo de magnésio, pão caseiro com serenata, assessoretes, “leitinho quentinho” e “etiquetinha”, galak e diamante negro, “vim vos lembrar do compromisso que assumiram (...)”, acordar com violino, shopping de jaú, maca da carol, 7 pessoas em 4 colchões, tanguinha de oncinha, osni, reuniões “de portas fechadas”, pastel de 7 queijos, carro sem gasolina, peneus furados (muitos), chá com leite, corações liláses.

Descobri... O problema nunca fui eu...

O último final de semana foi coroado de alegrias, realizações e surpresas... Depois, se eu lembrar, eu conto melhor, mas, hoje, quero falar a respeito de algo que percebi com o movimento todo destes dois dias.
Fui participar de um evento que foi organizado por dois grupos, juntos. A idéia foi minha, a princípio, ainda em 2008, e foi abraçada por espíritos magníficos (Na verdade, a idéia veio para mim).
A intenção era unir dois grupos que não tinham contato entre si, mas que pareciam muito parecidos em diversos aspectos. A idéia era união...
Um destes grupos foi o grupo em que eu cresci e no qual passei mais de dez anos da minha vida. Adolesci e amadureci entre eles. Fui participante, trabalhadora, monitora e líder. Esse grupo me viu chorar, rir, brincar, cantar, dançar, gritar, brigar, cobrar ao longo de todos estes anos. Mas também me viu amar, e muito...
Do outro grupo me aproximei mesmo nestes dois últimos anos. Eles foram meu alento e meu repouso quando, já cansada pelas tarefas que exigiam de muito de mim, e já extremamente ferida pela vida, eu precisava apenas participar, sem preocupações com horários, roteiros, etc. Claro que isso não durou muito, pois sou uma trabalhadora por natureza. Esse grupo me viu triste, cansada, depreciva, mas também me viu sorrindo, abraçando, dançado e, claro, amando...

Paralelamente, existe um outro grupo. Por respeitar minha realidade e acreditar que a espiritualidade tem planos para todos nós, eu tentei, com este terceiro grupo, ser legal. Posso dizer, hoje, que já tentei de tudo com eles. Já tentei ser meramente burocrática, trabalhando com dados, números e prazos, e não deu certo. Tornaram minha vida um verdadeiro inferno.
Depois, com auxílio da espiritualidade, percebi que deveria amá-los, assim como eu amo os dois primeiros grupos e várias pessoas de um outro grupo que não citarei aqui. Nessa tentavia, procurei me aproximar de todas as maneiras, mas, nada adiantou.
Tudo que eu faço, eles tomam como provocação. Se eu pergunto, é para provocar, se eu não pergunto, é para deixar a coisa "ir para o buraco" porque eu quero que se ferrem.
Se eu procuro estar perto, é para "chamar atenção", se eu ignoro, "estou ignorando".
Eu tentei, juro que tentei... Tentei puxar assunto, tentei ser legal por e-mail, tentei de tudo... Mas, tudo em vão... Há sempre uma muralha e a cada tijolo que eu tiro, mais três são colocados por eles.
Por muito tempo, achei que a culpa era minha, que eu não sabia lidar com eles, etc, etc, etc... Que eu tinha que aprender...
E foi assim, até este final de semana.
Neste final de semana, parte deste pequeno grupo estava no evento.
Agora, sigam meu raciocínio:
Havia umas 150 presentes.
Delas, uns 10% são novos e não me conheciam ou pratricamente não me conheciam.
Mais uns 5% não gostam de mim, pois, quando eu era assessora, os mandava dormir e não os deixava badernar de madrugada.
O resto demonstrou admiração, respeito e carinho.
E esses três, que fizeram questão de mostrar o quanto não gostam de mim. (Na verdade, tem um lá que é um caso a parte)

A partir daí, eu percebi que o problema não sou eu... Se eu sou amada por gente de todo o estado, sendo eles muito diferentes de mim ou não. Se me respeitam, me admiram, tendo convivido comigo tão intensamente e por tanto tempo, o problema não é comigo.
Se de 150 pessoas só 3 me tratam mal, o problema não sou eu. Definitivamente, não sou eu... Desses três, um tem problemas comigo e os outros dois não me conhecem. Se bobear, não me viram nem dez vezes em toda minha vida e compraram o peixe que esse primeiro vendeu.
Eu percebi que, para trabalharmos juntos, não precisamos ser amigos, nem nos gostarmos. Sim, é muito melhor trabalhar entre amigos, rir, abraçar e amar. Mas, tenho isso naturalmente com todo o resto de pessoas, então... O problema não sou eu.
Decidi que irei em todas as reuniões, quer eles gostem, quer não. E, caso desejem se sentir atacados por tudo que eu perguntar ou falar, o problema não é meu, mas de quem está sentindo.
E se não quiserem ser corrigidos, é fácil: Façam tudo 100% certo.
Se não quiserem ser questionados, sejam 100% claros.
Mas, se quiserem se sentir melindrados, o coração, o estômago, a saúde não são meus.

A minha parte eu fiz.
A vida mostrou que o problema não sou eu. E mostrou matematicamente.
Quem estava em Brotas viu!
E, sabem, me senti muito amada em Brotas. Mas, eu amo muito também. Meu coração enche de saudade, dói, e sente falta de cada um.
Ainda tenho certeza de que vim para cá para aprender a amá-los e não vou desistir disso. Eu posso e vou amar esses seres tão diferentes de mim e que fazem questão de me tratar mal. Sabem porquê? Por que o amor é bom para quem o emite!
Não preciso ser amada para amar.
Não preciso fazer todas as vontades para amar.
Não preciso dizer sempre sim para amar.
Não preciso me omitir para amar.
Para amar, basta querer, e a justiça, a ponderação, o perdão, o carinho farão parte do pacote a cada dia...
E, amar que nos ama é fácil. Sei que agora estou pronta para amar incondicionalmente, na medida dos meus limites espirituais, caso contrário, eu não estaria onde estou hoje.
Buscarei no amor espiritual, no Cristo, e no amor que já desenvolvi forças para mais este desafio existencial.

Ainda sobre o fim de semana

Tenho muita coisa para contar. Muita mesmo...

Mas agora eu ando com pouco tempo... Amanhã talvez!!! Antes que minha memória falhe...

Ah, amei esse novo visu do meu bloguito!!!! Amei!


Fim de semana. parte 1


Esse fim de semana foi maravilhoso. Perfeito mesmo.

Há muito tempo não tinha nada assim.
Sei que nada o faria melhor. Nossa, e NADA mesmo. E saber disso, pois refleti muito a este respeito, me deixa ainda mais feliz.
Aos poucos eu vou contando não o que vivi, mas no que pensei enquanto vivia.
Sábado - casamento de um amigo de faculdade, em Paulínia.
Domingo - evento na 2a...
Segunda - a volta

Vou começar do meio.

Uma parte da festa. Eu mato a Talissa.
Do nada, uma música toca...
E, de repente, a festa está cantando a música para mim.
Tudo bem, foram meus amigos mais queridos que ficaram me apontando e juntando em mim no refrão. Eu os amo... E eles têm razão.
O pior foi o Senhor JT perguntando se o autor da música me conhece. hahahahahaha
O que mais gosto é não precisar fingir para meus amigos.
Quer saber a música? Colada aí em baixo.
Ciumenta
Luiz Guilherme e Daniel

Saia dessa paranóia
De dizer que tenho outra
Porque assim você vai ficar louca
É uma barra o teu ciúme possessivo
Nunca põe fé naquilo que eu digo
Me liga toda hora pra saber
Com que é que eu estou
No futebol com os amigos
Ou em qualquer lugar que eu vou

Ciumenta
Para de ser tão ciumenta
Desse jeito nenhum homem te agüenta
Ah eu já não sei o que fazer

Ciumenta
Para de ser tão ciumenta
Desse jeito nenhum homem te agüenta
Se liga ou você vai me perder

Fuchisia, fiquei! Chorei até! Solucei.

Quem não teve um treco com essa música na Comenô?


Você nunca sabia quando ia chegar o seu amor
Trazendo nos olhos saudades e nas mãos um buque de flor
O dia se arrastava e tudo era tão morno e sem calor
Eu vi
O céu as vezes tinha mil nuvens carmim ou furta cor
E eu andava tonto perdido de mim como ainda estou
Foi só uma vez que vi você passar em seu rubor
Mas nunca esqueci

Lembranças de outra vida
Paisagens esquecidas
Imagens, poesia
Lembranças de outra vida
Não de coisas vividas
Mas da vida que eu queria pra mim

Nas ruas carroagens levavam barões e cortezas
No campo preguiçosamente o sol raiava de manhã
E eu talvez poeta, talvez cantador ou vagabundo
Sonhava com teu mundo
Você passa os dias, as noites à espera do amor
E eu cruzava as almas como uma quimera perdedor
Quem dera o destino nos apresentasse, muito prazer
Mas nunca você...

Lembranças de outra vida
Paisagens esquecidas
Imagens, poesia
Lembranças de outra vida
Não de coisas vividas
Mas da vida que eu queria pra mim

Aquela que numa janela o amor sonhara lhe encontrar
Cansou, perdeu o viço, a paixão até se acostumar
E eu, vidas afora, carrego um abismo no olhar.
Até quando chorar por coisas que o coração vazio sentiu perder
Sentiu saudade de algo que ninguém no mundo pode ter
Assim como eu sinto que algum lugar está você
Com os olhos no infinito
E ainda me esperando

Lembranças de outra vida
Paisagens esquecidas
Imagens, poesia
Lembranças de outra vida
Não de coisas vividas
Mas da vida que eu queria pra mim

Chorar por coisas que o coração vazio sentiu perder
Sentiu saudade de algo que ninguém no mundo pode ter
Assim como eu sinto que algum lugar está você
Com os olhos no infinito
E ainda me esperando

Lembranças de outra vida
Paisagens esquecidas
Imagens, poesia
Lembranças de outra vida
Não de coisas vividas
Mas da vida que eu queria pra mim

Como estou após um fds em Piracaia!!!

Não quero escrever mais nada, essa música me reflete hoje!
Obrigada a todos que me fizeram sorrir e me mostrar que posso ser melhor que um "argh".

Evolução
(Em C Bm Em)
Em D G
Viajei séculos nas trevas
C7M
Para compreender e enxergar a luz
Em D G
Convivi muitos anos com a ignorância
C7M
A fim de buscar e aceitar a bondade.
Em D G
Alimentei orgulho no meu coração,

Minha meta agora é prosseguir
C7M
Nos caminhos da humildade.
Em D G
Feri faces, machuquei corações,
C7M
Agora ofereço o meu respeito
Am7
E minha compreensão.
G C G/B
Convivi com o vazio e a tristeza
C G
Sem rumos e sem ideais,
G C Bm7
Hoje eu abro as portas do meu coração
Am7
Para o amor,
G C G/B
Para a alegria de viver
Am7 Bm7
Intensamente cada minuto
Am7 Bm7 Am7
Da minha vida…
G C
Sim, eu enxergo a luz,

Bm7 Am7
A paz mora no meu coração,
G
Meu verbo predileto
C Bm7 Am7
Chama-se amar.
G Am7
Amo, amo e amarei,
Bm7
Essa é minha meta,
Am7
Essa é minha realização.
G Am7
Amo, amo e amarei,
Bm7
Essa é minha meta,
Am7 F Em Dm Em C Bm Em D C Bm Em
Essa é minha realização.

G C G C Bm7 Am7 Bm7 Am7
Sim, convivi.
G C G C Bm7 Am7 Bm7 Am7
Sim, vou viver…
G G/B (Am7 Bm7)
Sim eu enxergo a luz...

Amanhã é dia... de reunião


Amanhã temos reunião...

É mais um passo de nossa continuidade, que, para alguns poderia ser considerado um recomeço, mas, para mim, é parte de um processo que começou há anos atrás...

Amanhã é dia de avaliar, conversar, trocar idéias, planejar. É dia de curtir os amigos, matar saudades, e comentar as novas histórias de comenoesp... "Você viu o que aconteceu com fulano no sábado de manhã?"

Amanhã é dia de gestão. Aliás, é dia de Reunião de Gestão, porque quem vive o movimento com intensidade, o gesta diariamente.

Quando vemos um texto, uma dinâmica, um jogo, um brinquedo...

Quando encontramos alguém no msn ou lembramos que ficamos de mandar algum e-mail...

Quando recebemos um torpedo, quando lembramos de enviar um...

Quando olhamos as fotos e lembramos dos abraços, dos sorrisos, das brincadeiras...

Daí vem o cheiro, o som, a cor...

Quem gesta o movimento o gesta diariamente simplesmente porque é diariamente que cultiva a amizade.

Isso, para mim, é a gestão de movimento: AMIZADE. O resto é só tarefa. Tarefa essa que faço com amigos.

E tem coisa melhor que fazer qualquer coisa com os amigos???

Então, reunião de gestão, para mim, é o encontro de amigos... Amigos que trabalham juntos por um ideal, mas, simplesmente, amigos.
Afinal, de que vale os cargos transitórios se depois continuarmos sós???

Sair ao encontro!


Desde o fim de semana, não consigo parar de pensar no quanto as coisas mudam...
Aí estou eu, nesta fotinho, com minha amiga Pril, de Rio Preto, o Carlos e o JT, que são de São João da Boa Vista e Atibaia. Pelos trajes dá para se perseber que não estamos numa reunião...
Pois é, quem diria que um dia eu iria sair da minha casinha para viajar até algum ponto da 2a assessoria para um evento deles, ainda mais uma festa. E olha que eu adoro festas!!!
Se alguém me dissesse isso há um ano atrás, eu riria e acharia que é mentira!!! Não que eu não gostasse das pessoas de lá, muito pelo contrário... Tem muita gente bacana sim! Só que eram pessoas bacanas com quem eu nunca tinha contato.
Na correria das reuniões, era "oi", "saudade", "tchau" e pronto... E ficava no coração aquela sensação de que não tinha sido suficiente.
Mas, como tudo muda na nossa vida, seres aparecem para agilizar a nossa dinâmica e nos dar oportunidades novas.
Enfim, estou muito feliz por essas mudanças, por essas aproximações, pelo contato que tive com algumas pessoas com quem sempre simpatizei, mas que nunca tive oportunidade de conhecer melhor, e pelas novas que conheci.
Disso tudo tiro uma lição: As coisas sempre podem ser melhores, basta termos disposição para isso. Tá bom, essa é uma teoria já manjada, mas pude senti-la bem dentro do meu coração.
Um dia um velho amigo me disse que "para se encontrar alguém ou alguma obra é preciso sair ao encontro". Essa frase nunca foi tão real para mim quanto é agora!!! Sair ao encontro...
E quem ganha somos nós mesmos!!!

Era uma vez... um santo.


Uma das lendas mais conhecidas entre os antigos comenoespianos e a lenda do Santo.
Conta a tradição que em outubro de 1995, logo após o bispo de igreja Universal do Reino de Deus ter aparecido na televisão chutando a imagem de Nossa Senhora Aparecida, um grupo de jovens espíritas se reuniu numa 2a prévia da 6a Comjesp, em Araçatuba, para estudar... (será que foi só isso). O evento foi realizado numa creche católica.

Não vou entrar nos detalhes do encontro... Basta contar que apareceu mais gente que o esperado e tinha jovem dormindo em tudo que é lugar. Corredor, hall, banheiro, qualquer espaço servia. Teve um infeliz que dormiu dentro da banheira. Em um dormitório feminino, a coisa estava tão espremida, que até pisão em cabeça houve.

Mas, eu estava contando da lenda do santo.

Pois bem, o evento foi em menos de uma semana do episódio da Santa e o Bispo. Com tanta gente, era um tal de abraça para cá, saudades para lá... E os jovens corriam para se ajeitar, conseguir seus cantinhos nos dormitórios, deixar a mala. Isso, sempre entre um abraço e outro, e ao som do violão do Carlão, outra lenda...
O prédio era um sobrado antigo, daqueles cuja escada é o próprio corrimão. Reza a lenda que o pé direito do térreo era alto, fazendo a escada ser maior ainda. Encostado na parede da escada, sobre uma mesa alta, estava uma estátua de mais de um metro de altura de São Francisco de Assis. Conta a história, que a imagem era linda. Ele, de vestes marrom-aranjadas, mãos para cima, olhar para o céu, doce...
Segundo disseram, a imagem teria vindo de portugal e era antiqüíssima... E estava ali protegendo a creche, tinha sido benzida por não sei quem super importante na hierarquia católica... Enfim, quase um patrimônio. Como santo é santo e teoricamente não faz distinção de credo, a imagem estava lá para cuidar dos agitados jovens espíritas dos anos 90.
Então, abraça para cá, abraça para lá, violão, muita conversa, algazarra (naquela época era brabo), um moço foi subiu, mala na mão, para conseguir seu lugarzinho em algum canto. Rápido, ele foi subindo, agitado, enquanto outra moça estava lá embaixo, em meio a abraços, ouvindo o violão. Nesse minuto que entrou para a história, Carlão, o violeiro, começa outra canção, acompanhado pela moça, chamada Gisele. Gi, bonita, que chamava atenção do outro rapaz, cujo nome não vou revelar, se empolgou na música, sendo ouvida pelo tal moço na escada, de mala em mãos.
Preciso dizer o que aconteceu?
Bom, para os que não conseguiram ainda advinhar eu conto:
-Adoro essa música!!!
Foram essas as últimas palavras ouvidas pelo santo, pois, ao dize-las, a empolgação do rapaz era tanta que ele simplesmente abriu os braços e a mala foi caindo, caindo, caindo, até enroscar nos braços da imagem, voltados ao céu.
O resultado?
Caquinhos dos braços de Francisco de Assis, muita conversa, bronca, cara feia e colo.
Ah, como desgraça pouca é bobagem, a diretora do Departamento de Mocidade na época, que era conhecida pela sua, digamos, braveza, resolveu aparecer justo no encontro de Araçatuba. Daí o pau comeu solto!!! Não com o moço da mala, nem com a moça da voz, muito menos com o violeiro, mas, com a galera que fez daquilo um verdadeiro fuá! Com bronca ou sem bronca, independente da fala da onça, digo, chefa: "Acidentes acontecem", a história se propagou e mesmo quem não viveu os anos 90 nesses encontros já algum dia ouviu falar no santo que virou pó!
Quem não sabia, agora sabe...
Mas, isso é só lenda.

Era uma vez...

Houve aquela vez...

Ainda falando da lua e de Comenoesp... Aquela vez... Bom, aquela vez não é quando foi tirada esta foto ao lado, mas é no mesmo batlugar, há dez anos atrás.

Diz a lenda que em noite de lua cheia, num sábado de Comenoesp, o assessor Ed estava reunido com a cúpula da assessoria (na época que havia uma). Enquanto isso, o satélite terrestre brilhava la fora, exercendo seu poder magnético sobre os então jovens da 4a.

Eis que um regional muito inspirado resolve buscar em seu dormitório um colchonete (Naquela época os colchões eram oferecidos pela cidade sede) e joga-lo no meio deste gramado e deitar para apreciar a luazinha no céu. Vendo isso, outros amigos, já munidos de seus cobertores (uma vez que não havia muita gente que tinha edredon), se aboletaram junto ao nosso amigo fanfarrão. Numa reação quase que imediata, colchões começaram a aparecer no campo de futebol, úmido pelo sereno, um para cada dois, três, e muitos cobertores. Aquela massa de jovens, lã e espuma começou a tomar volume, aumentar mais e mais, até que estabilizou (visto que não tinha mais ninguém fora dela, além da cúpula). A idéia, naquele friozinho noturno de Marília, era dormirem lá. Todos, embolados, no frio, sob o céu aberto.
O que passava pela cabeça daqueles jovens?
Alguns queriam desafiar, outros queriam a experiência de dormir ao ar livre, outros, ainda, queriam aproveitar a companhia do sexo oposto numa noite de muito bate-papo e violão.

Já convencidos que tudo ficaria assim até de manhã, os mais sonolentos começavam a desdobrar, a despeito do burburinho das conversas e das batidas nos acordes dos vilões... Eis que, de roupa social, óculos e gel no cabelo, surge Ed, o assessor. Tamanha foi a cara de perplexidade quando se deparou com a cena, que assustou a todos. Foi uma expressão fisionômica de entrar para a história, indescritível mesmo.
Os mais desinibidos bem que tentaram convencer o chefinho, mas, nada de acordo. Com algumas palavras sérias e aquele olhar de matar, o homem de armadura de microfribra fez a garotada e seus colchões, úmidos agora, voltarem para os seus respectivos alojamentos. E lá ficou a lua, sozinha, triste, sem seus admiradores...

Aviso, isso é uma lenda. Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência...

Era uma vez...

Lua... Ela era para todos, mas, quem viu???


Lua, linda a lua... Lua do dia 22 de março de 2008, no céu de Tupã. Literalmente de Tupã...

Bom, voltando ao marco, que culminou com a ida a Jau, a compra dos calçados e as decisões... Nada disso teria acontecido sem a Comenoesp. Para quem participou de muitas, devo concordar que uma é sempre diferente da outra, mas, nem sempre a última é especial. Bom, essa foi.
Foi diferente em vários sentidos.
Primeiramente, a programação estava totalmente diferente dos anos anteriores. A gincana, por si só, denotou isso. Mas, foi diferente pois EU estava diferente. Depois de Marília, de ter passado nervoso, daquela escola enorme com algumas pessoas extremamente indisciplinadas e agitadas, algumas beirando a grosseria, da inexperiência, etc, Tupã foi deveras tranqüila. Tudo bem que trabalhar com o pessoal de lá é fácil. A gente sabe para quem correr (E corre mesmo). Mas, este ano EU decidi que iria curtir, me acalmar e, caso houvesse situações difíceis, levaria numa boa. Ok, não houve. A Comenoesp foi imensamente calma. Não precisei mandar a mesma pessoa dormir trocentas vezes, não houve mesinha de truco, rodinha de pagode, gente marcando encontro de madrugada no banheiro pelo celular, jovens que vão escovar os dentes 20 vezes só para enrolar... (Quem sedia um encontro ou o organiza, geralmente está cansado e, com tanta coisa, essa é a última com que deveria ter que se preocupar.) Ah, vamos combinar que depois que mais de xxx anos de movimento, esses truques eu conheço todos. Dormir cedo e acordar de madrugada foi o único que eu aprendi com esse "novo" pessoal.
Voltando a Tupã: Então, estudo ok, cidade cede ok, disciplina ok, com o que eu precisaria me preocupar???
Dai eu penso, se desse algo errado, como eu ficaria? O nervoso que eu tinha que passar, passei antes. Chorei, tive dor de estômago, passei mal, muito mal (e minha saúde já é uma beleza...), daí, diante das controvérsias, conversei com amigos, pessoas mais velhas, mais experientes e sensatas, que me mostraram que o trabalho estava na direção certa. Então tá, se essa é a opinião de quem fez e faz o movimento, de quem trabalha, sua, estuda, pensa e sente, de quem já passou noites e noites acordado ou acordada para isso, ou que dirige uma instituição, é pai ou mãe, quem sou eu para ficar me lamentando com coisas pequenas? Quem sou eu para ficar prostrada na cama chorando a rebeldia de uns enquanto uma imensidão de trabalho tinha que ser feito? Ninguém! Sou uma trabalhadora e tinha gente esperando meu trabalho. Então, fui trabalhar, oras.

E lá, tudo calmo, tudo bom... "Sensibilização pela Vida". Em virtude das tarefas, não pude entrar em sala. Foi difícil, pois sabia que o estudo estava muito bom. Mas, quem disse que sensibilização foi só na sala? Tantas coisas aconteceram fora de Tupã que me sensibilizaram. Desde do EECDME em Rio Preto, cujo estudo me modificou muito, comecei a pensar que não tinha que ser perfeita. Ok, o sentimento não é esse. Mas, a idéia já vale. Tocada por algumas coisas que descobri que penso e sinto, me sensibilizei com problemas que não eram meus, mas, que, se fossem, sei que sofreria demais!!! Para alguns, mais endurecidos como eu, o estudo foi na prática mesmo!!! Na hora, sem tempo para discussão, na vida real! E foi muito bom! Foi ótimo perceber meu ciúme, minha arrogância e meu orgulho. Foi maravilhoso ver o quanto seu ficaria mexida em algumas situações. Foi extremamente valoroso conseguir me por no lugar de pessoas com quem eu trago dificuldades, mas já estou disposta a superá-las. Doeu? Com certeza! Chorei, muito! Hoje meu orgulho fala que eu não devia ter me exposto tanto. Mas, bobão, ele (o orgulho) não pode fazer nada, pois, já foi e não me arrependo!!!

Foi bom descer do pedestal! E, voltando ao marco, sei que essa minha atitude fez com que eu atraísse situações melhores para mim, inclusive de decisão. Para resumir, estava vindo de uma fase conflituosa, pois, depois de uma grande desilusão (e é bom desiludir - sair da ilusão), atraí para mim situações complicadas que pareciam não ter solução. Mudando o disco da minha mente, devido aos estímulos na Comenoesp, pude enxergar as coisas melhores, com serenidade, começar a organizar os pontos externos que precisavam ser resolvidos, até que, no marco, tudo estava pronto para ser posto definitivamente em ordem.

Então, como se pode ver, a Comenoesp é um fator importante na minha vida! Tenho vivido alguns anos no Departamento de Mocidade, embora eu tenha vida social, viu Gui. E, nesses anos, fiz amigos, família, cresci, passei no vestibular, me formei, passei novamente, mudei de estado, de cidade, de cidade e, de cidade... ufa........ E tenho muitas histórias para contar.
E já que isso é assim, tão importante, vou sempre reservar um tempo para lembrar das histórias e estórias antes que os neurônios não contribuam mais comigo...

Algumas foram marcos, outras não, mas, sempre valeram ótimas histórias, como aquela vez...
hum... escrevi muito. Por agora, é isso. Aquela vez eu conto mais tarde.