Quando nos deixamos levar por velhas histórias, velhos sentimentos, parece que algo bloqueia o curso da nossa vida. Talvez seja o nosso próprio pensamento que, preso ao passado, impede o curso natural das coisas. Ele funciona mais ou menos como pesada âncora, que nos impede de caminhar, exaurindo em vão nossas forças.
Assim, lutando contra o peso invisível, nos deparamos com dificuldades, muitas vezes reclamando, resmungando, nos sentindo injustiçados por Deus e pelo mundo... As dificuldades presentes parecem sem sentido. As experiências, sem valor...
Valor tinha o que ficou lá atrás...
Será?
Até quando permaneceremos nesse estado?
Até quando nós nos recusaremos a caminhar?
O primeiro passo é perceber a prisão sem muros na qual nos instalamos. A prisão dentro de nós. Nos prendemos recusando a perceber que o passado se foi, que é imutável. Nos prendemos quando recusamos a perdoar. E a NOS perdoar. Nos prendemos quando persistimos em reviver mentalmente situações que se foram, ou quando insistimos em reviver situações que já não condizem mais com nosso presente.
E a âncora está lá, a estagnar nossas vidas.
Que fazer?
Olhar para nós com amor, olhar para os outros com respeito... Na teoria isso parece lindo, mas, na prática, ai, como é difícil... Mas é necessário... Os grilhões fomos nós mesmos que colocamos e a chave do cadeado só tem um nome: Perdão.
Somente com o perdão, conseguimos nos libertar pouco a pouco do peso em nós, galgando novas experiências, e recebendo da vida novas oportunidades. Aquelas pelas quais ansiávamos e que nunca chegavam. Elas estavam ali, bem na nossa frente, a um passo de onde havíamos empacado, mas fora do alcance de nossas mãos, podendo apenas ser cobiçadas por nossos olhos inquietos e inconformados...
Libertos, nem que seja em parte, podemos caminhar, um passo ou dois, rumo a algo novo e inesperado. Nem sempre é fácil abrir mão do passado, já que é a única coisa que nós julgamos ter, mas se faz necessário caminhar para frente, rumo ao desconhecido... Somente lá está nosso futuro, que só será de verdade se vivermos no presente.





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