As vezes estamos um pouco tristinhos, achando que aquele momento de dor não vai passar nunca. Comigo isso acontece sempre!!! Mas, quando percebemos que à nossa volta há um milhão de outras coisas, dezenas de amigos, várias atividades, tempos a possibilidade de perceber que nossa dor não é a única dor do mundo e nem a única coisa de nossa vida.
Vivemos em um jardim, com pedras, flores, insetos e espinhos. As vezes um espinho enorme nos arranha e, com olhos úmidos de lágrimas não conseguimos perceber as flores ao nosso redor.
Não destacamos suas cores, não sentimos seu perfume. Os insetos parecem nos assustar ou, no mínimo, incomodar, e não lembramos que são eles que fazem a polinização. As pedras podem ser tanto obstáculos quando o lugar mais alto no qual podemos subir para apreciar a beleza desse nosso jardim. E o que fazer? Sentar e chorar???
É, as vezes é o que fazemos, é o que EU faço. Choro, reclamo das pedras, dos espinhos que protegem as flores, dos insetos, sem conseguir ver a beleza do mundo ao meu redor e dentro de mim.
Meus amigos são as flores do meu jardim que, em meio a lágrimas, pude começar a perceber e vendo a beleza em cada uma destas flores, consigo ver a beleza que há em mim mesma. A beleza do espírito, de uma flor que espeta também, por achar que precisa se defender, mas que tem perfume e cor.
As flores do meu jardim, quando quero observá-las, me mostram o quão belo existe no mundo e que ele não é apenas formado de espinhos, e que, mesmo os espinhos ainda têm sua função (embora não existissem se as flores não se sentissem tão frágeis).
Hoje percebi que sou uma flor e que tenho várias flores ao meu redor, colorindo o meu colorido, perfumando o meu perfume, adoçando o meu mel.
Essa é a magia da convivência, quando percebemos que uma coisa não é o todo e que um espinho é mínimo dentro de um jardim.




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