Hoje estou mais certa que nunca do quanto a espiritualidade faz grandes esforços para que estejamos exatamente onde deveríamos estar, mas isto é assunto para um outro post.
Por hora, quero fazer uma reflexão a respeito de alguns assuntos...
Porque convivemos?
Porque atraímos algumas pessoas para nossa convivência?
O que devemos fazer?
Na leitura do Evangelho Segundo o Espiritismo de hoje, caiu o ítem 27 do capítulo V "Bem aventurados os aflitos".
Vou destacar apenas um trecho, mas recomendo a leitura de todo ele.
"Não digais, portanto, aos verdes um irmão ferido: “É a justiça de Deus, e é necessário que siga o seu curso”, mas dizei, ao contrário: “Vejamos que meios nosso Pai misericordioso me concedeu, para aliviar o sofrimento de meu irmão. Vejamos se o meu conforto moral, meu amparo material, meus conselhos, poderão ajudá-lo a transpor esta prova com mais força, paciência e resignação. Vejamos mesmo se Deus não me pôs nas mãos os meios de fazer cessar este sofrimento; se não me deu, como prova também, ou talvez como expiação, o poder de cortar o mal e substituí-lo pela benção da paz”."
Até ontem, eu disse (e dissi mesmo) "Não tenho nada a ver com isso, cada um com suas loucuras e deficiências".
Meu Deus, hoje, bem hoje, eu li esse trecho no evangelho. Acho que nunca o havia percebido.
Lendo-o, vejo como eu falei e tenho falhado com espíritos que Deus me deu como dádiva a convivência, defendendo "Cada um que se vire com suas instabilidades, pois de problemas já bastam os meus".
Não que tenhamos que caminhar pelos outros, mas, em determinadas situações, a vida nos permite ser instrumentos para auxiliar o próximo e abrandar suas provas como carinho, compreensão e amor.
Meu Deus, falhei. Na minha cegueira egoísta, posso dizer que falhei.
Sei que terei outras oportunidades e seu, espírito, quiser de verdade. Mas, falhei e tenho falhado muito até agora.
Hoje, voltando ao que falei a respeito de estarmos onde devemos estar, vejo que tive e tenho tido oportunidades ímpares de ser o espírito que pode abrandar as provas de meus irmãos.
A partir de hoje, minha postura será diferente. Não de pseudo-santa, porque isso não sou e tenho inúmeros defeitos com os quais tenho que lidar, mas também tenho já desenvolvidas inúmeras qualidades que de nada me servem se eu não puder auxiliar os espíritos que Deus permite que comigo convivam.
Se falhei, para com quem falhei, peço perdão.
Se eu desencarnasse hoje, ficaria triste comigo e com a minha consciência, mas, como ainda me resta algum tempo na terra, pretendo fazer diferente de hoje em diante.
Falhei... Ainda bem que tenho tempo.
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Reflexões
- domingo, 8 de novembro de 2009
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