Descobri... O problema nunca fui eu...

O último final de semana foi coroado de alegrias, realizações e surpresas... Depois, se eu lembrar, eu conto melhor, mas, hoje, quero falar a respeito de algo que percebi com o movimento todo destes dois dias.
Fui participar de um evento que foi organizado por dois grupos, juntos. A idéia foi minha, a princípio, ainda em 2008, e foi abraçada por espíritos magníficos (Na verdade, a idéia veio para mim).
A intenção era unir dois grupos que não tinham contato entre si, mas que pareciam muito parecidos em diversos aspectos. A idéia era união...
Um destes grupos foi o grupo em que eu cresci e no qual passei mais de dez anos da minha vida. Adolesci e amadureci entre eles. Fui participante, trabalhadora, monitora e líder. Esse grupo me viu chorar, rir, brincar, cantar, dançar, gritar, brigar, cobrar ao longo de todos estes anos. Mas também me viu amar, e muito...
Do outro grupo me aproximei mesmo nestes dois últimos anos. Eles foram meu alento e meu repouso quando, já cansada pelas tarefas que exigiam de muito de mim, e já extremamente ferida pela vida, eu precisava apenas participar, sem preocupações com horários, roteiros, etc. Claro que isso não durou muito, pois sou uma trabalhadora por natureza. Esse grupo me viu triste, cansada, depreciva, mas também me viu sorrindo, abraçando, dançado e, claro, amando...

Paralelamente, existe um outro grupo. Por respeitar minha realidade e acreditar que a espiritualidade tem planos para todos nós, eu tentei, com este terceiro grupo, ser legal. Posso dizer, hoje, que já tentei de tudo com eles. Já tentei ser meramente burocrática, trabalhando com dados, números e prazos, e não deu certo. Tornaram minha vida um verdadeiro inferno.
Depois, com auxílio da espiritualidade, percebi que deveria amá-los, assim como eu amo os dois primeiros grupos e várias pessoas de um outro grupo que não citarei aqui. Nessa tentavia, procurei me aproximar de todas as maneiras, mas, nada adiantou.
Tudo que eu faço, eles tomam como provocação. Se eu pergunto, é para provocar, se eu não pergunto, é para deixar a coisa "ir para o buraco" porque eu quero que se ferrem.
Se eu procuro estar perto, é para "chamar atenção", se eu ignoro, "estou ignorando".
Eu tentei, juro que tentei... Tentei puxar assunto, tentei ser legal por e-mail, tentei de tudo... Mas, tudo em vão... Há sempre uma muralha e a cada tijolo que eu tiro, mais três são colocados por eles.
Por muito tempo, achei que a culpa era minha, que eu não sabia lidar com eles, etc, etc, etc... Que eu tinha que aprender...
E foi assim, até este final de semana.
Neste final de semana, parte deste pequeno grupo estava no evento.
Agora, sigam meu raciocínio:
Havia umas 150 presentes.
Delas, uns 10% são novos e não me conheciam ou pratricamente não me conheciam.
Mais uns 5% não gostam de mim, pois, quando eu era assessora, os mandava dormir e não os deixava badernar de madrugada.
O resto demonstrou admiração, respeito e carinho.
E esses três, que fizeram questão de mostrar o quanto não gostam de mim. (Na verdade, tem um lá que é um caso a parte)

A partir daí, eu percebi que o problema não sou eu... Se eu sou amada por gente de todo o estado, sendo eles muito diferentes de mim ou não. Se me respeitam, me admiram, tendo convivido comigo tão intensamente e por tanto tempo, o problema não é comigo.
Se de 150 pessoas só 3 me tratam mal, o problema não sou eu. Definitivamente, não sou eu... Desses três, um tem problemas comigo e os outros dois não me conhecem. Se bobear, não me viram nem dez vezes em toda minha vida e compraram o peixe que esse primeiro vendeu.
Eu percebi que, para trabalharmos juntos, não precisamos ser amigos, nem nos gostarmos. Sim, é muito melhor trabalhar entre amigos, rir, abraçar e amar. Mas, tenho isso naturalmente com todo o resto de pessoas, então... O problema não sou eu.
Decidi que irei em todas as reuniões, quer eles gostem, quer não. E, caso desejem se sentir atacados por tudo que eu perguntar ou falar, o problema não é meu, mas de quem está sentindo.
E se não quiserem ser corrigidos, é fácil: Façam tudo 100% certo.
Se não quiserem ser questionados, sejam 100% claros.
Mas, se quiserem se sentir melindrados, o coração, o estômago, a saúde não são meus.

A minha parte eu fiz.
A vida mostrou que o problema não sou eu. E mostrou matematicamente.
Quem estava em Brotas viu!
E, sabem, me senti muito amada em Brotas. Mas, eu amo muito também. Meu coração enche de saudade, dói, e sente falta de cada um.
Ainda tenho certeza de que vim para cá para aprender a amá-los e não vou desistir disso. Eu posso e vou amar esses seres tão diferentes de mim e que fazem questão de me tratar mal. Sabem porquê? Por que o amor é bom para quem o emite!
Não preciso ser amada para amar.
Não preciso fazer todas as vontades para amar.
Não preciso dizer sempre sim para amar.
Não preciso me omitir para amar.
Para amar, basta querer, e a justiça, a ponderação, o perdão, o carinho farão parte do pacote a cada dia...
E, amar que nos ama é fácil. Sei que agora estou pronta para amar incondicionalmente, na medida dos meus limites espirituais, caso contrário, eu não estaria onde estou hoje.
Buscarei no amor espiritual, no Cristo, e no amor que já desenvolvi forças para mais este desafio existencial.

3 comentários:



AnaPaula_Art's disse...

Nossa amiga fiquei extremamente emocionada com a sua sinceriedade... acho que a Palestra de Quarta fez bem a você e mostrou o que sempre a senhorita sabia.... que o PROBLEMA NÃO ERA VC, mas que mesmo a situação estando do jeito que está você ainda pode AMAR... O AMOR cura tudo, principalmente existências anteriores que por ventura o relacionamento não foi tão bem como deveria ter sido, mas que dá a nós a oportunidade de fazer diferente e sempre colocando o AMOR em primeiro plano!!!! Aninha sua Xará =]

Lygia Gil disse...

AAAAAAAAAAAAAmeeeeeeeei ver vc em Brotas !!!!!

William Peres dos Santos disse...

Oiiiiiiiiiiiiii, Japinha :)