Lua, linda a lua... Lua do dia 22 de março de 2008, no céu de Tupã. Literalmente de Tupã...
Bom, voltando ao marco, que culminou com a ida a Jau, a compra dos calçados e as decisões... Nada disso teria acontecido sem a Comenoesp. Para quem participou de muitas, devo concordar que uma é sempre diferente da outra, mas, nem sempre a última é especial. Bom, essa foi.
Foi diferente em vários sentidos.
Primeiramente, a programação estava totalmente diferente dos anos anteriores. A gincana, por si só, denotou isso. Mas, foi diferente pois EU estava diferente. Depois de Marília, de ter passado nervoso, daquela escola enorme com algumas pessoas extremamente indisciplinadas e agitadas, algumas beirando a grosseria, da inexperiência, etc, Tupã foi deveras tranqüila. Tudo bem que trabalhar com o pessoal de lá é fácil. A gente sabe para quem correr (E corre mesmo). Mas, este ano EU decidi que iria curtir, me acalmar e, caso houvesse situações difíceis, levaria numa boa. Ok, não houve. A Comenoesp foi imensamente calma. Não precisei mandar a mesma pessoa dormir trocentas vezes, não houve mesinha de truco, rodinha de pagode, gente marcando encontro de madrugada no banheiro pelo celular, jovens que vão escovar os dentes 20 vezes só para enrolar... (Quem sedia um encontro ou o organiza, geralmente está cansado e, com tanta coisa, essa é a última com que deveria ter que se preocupar.) Ah, vamos combinar que depois que mais de xxx anos de movimento, esses truques eu conheço todos. Dormir cedo e acordar de madrugada foi o único que eu aprendi com esse "novo" pessoal.
Voltando a Tupã: Então, estudo ok, cidade cede ok, disciplina ok, com o que eu precisaria me preocupar???
Dai eu penso, se desse algo errado, como eu ficaria? O nervoso que eu tinha que passar, passei antes. Chorei, tive dor de estômago, passei mal, muito mal (e minha saúde já é uma beleza...), daí, diante das controvérsias, conversei com amigos, pessoas mais velhas, mais experientes e sensatas, que me mostraram que o trabalho estava na direção certa. Então tá, se essa é a opinião de quem fez e faz o movimento, de quem trabalha, sua, estuda, pensa e sente, de quem já passou noites e noites acordado ou acordada para isso, ou que dirige uma instituição, é pai ou mãe, quem sou eu para ficar me lamentando com coisas pequenas? Quem sou eu para ficar prostrada na cama chorando a rebeldia de uns enquanto uma imensidão de trabalho tinha que ser feito? Ninguém! Sou uma trabalhadora e tinha gente esperando meu trabalho. Então, fui trabalhar, oras.
E lá, tudo calmo, tudo bom... "Sensibilização pela Vida". Em virtude das tarefas, não pude entrar em sala. Foi difícil, pois sabia que o estudo estava muito bom. Mas, quem disse que sensibilização foi só na sala? Tantas coisas aconteceram fora de Tupã que me sensibilizaram. Desde do EECDME em Rio Preto, cujo estudo me modificou muito, comecei a pensar que não tinha que ser perfeita. Ok, o sentimento não é esse. Mas, a idéia já vale. Tocada por algumas coisas que descobri que penso e sinto, me sensibilizei com problemas que não eram meus, mas, que, se fossem, sei que sofreria demais!!! Para alguns, mais endurecidos como eu, o estudo foi na prática mesmo!!! Na hora, sem tempo para discussão, na vida real! E foi muito bom! Foi ótimo perceber meu ciúme, minha arrogância e meu orgulho. Foi maravilhoso ver o quanto seu ficaria mexida em algumas situações. Foi extremamente valoroso conseguir me por no lugar de pessoas com quem eu trago dificuldades, mas já estou disposta a superá-las. Doeu? Com certeza! Chorei, muito! Hoje meu orgulho fala que eu não devia ter me exposto tanto. Mas, bobão, ele (o orgulho) não pode fazer nada, pois, já foi e não me arrependo!!!
Foi bom descer do pedestal! E, voltando ao marco, sei que essa minha atitude fez com que eu atraísse situações melhores para mim, inclusive de decisão. Para resumir, estava vindo de uma fase conflituosa, pois, depois de uma grande desilusão (e é bom desiludir - sair da ilusão), atraí para mim situações complicadas que pareciam não ter solução. Mudando o disco da minha mente, devido aos estímulos na Comenoesp, pude enxergar as coisas melhores, com serenidade, começar a organizar os pontos externos que precisavam ser resolvidos, até que, no marco, tudo estava pronto para ser posto definitivamente em ordem.
Então, como se pode ver, a Comenoesp é um fator importante na minha vida! Tenho vivido alguns anos no Departamento de Mocidade, embora eu tenha vida social, viu Gui. E, nesses anos, fiz amigos, família, cresci, passei no vestibular, me formei, passei novamente, mudei de estado, de cidade, de cidade e, de cidade... ufa........ E tenho muitas histórias para contar.
E já que isso é assim, tão importante, vou sempre reservar um tempo para lembrar das histórias e estórias antes que os neurônios não contribuam mais comigo...
Algumas foram marcos, outras não, mas, sempre valeram ótimas histórias, como aquela vez...
hum... escrevi muito. Por agora, é isso. Aquela vez eu conto mais tarde.
Lua... Ela era para todos, mas, quem viu???
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Movimento gera movimento
- terça-feira, 1 de abril de 2008
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