Perdoar...

"Perdoai as nossas ofenças, assim como nós perdoamos a quem nos têm ofendido", assim disse o nosso amigo JC...

 "É bom, humano e benevolente para com todos, sem distinção de raças nem de crenças, porque vê todos os homens como irmãos.
            Respeita nos outros todas as convicções sinceras, e não lança o anátema aos que não pensam como ele.
            Em todas as circunstâncias, a caridade é o seu guia. Considera que aquele que prejudica os outros com palavras maldosas, que fere a suscetibilidade alheia com o seu orgulho e o seu desdém, que não recua à idéia de causar um sofrimento, uma contrariedade, ainda que ligeira, quando a pode evitar, falta ao dever do amor ao próximo e não merece a clemência do Senhor.
            Não tem ódio nem rancor, nem desejos de vingança. A exemplo de Jesus, perdoa e esquece as ofensas, e não se lembra senão dos benefícios. Porque sabe que será perdoado, conforme houver perdoado.
            É indulgente para as fraquezas alheias, porque sabe que ele mesmo tem necessidade de indulgência, e se lembra destas palavras do Cristo: “Aquele que está sem pecado atire a primeira pedra”.
            Não se compraz em procurar os defeitos dos outros, nem a pô-los em evidência. Se a necessidade o obriga a isso, procura sempre o bem que pode atenuar o mal." (Homem de Bem, O Evangelho Segundo o Espiritismo)


Bom, isso é muito lindo, muito legal, mas e na prática???

Como perdoar?

Tenho pensado muito nisso. Estou começando a puxar a pontinha no novelo.

Sei que o princípio é a aceitação.

Independente do que o outro nós fez, é de suma importância aceita-lo como é. Aceitando a natureza do ser, seja ela como for, compreendemos que o ser dá aquilo que tem. Ninguém dá o que não tem. Seja traição, mentira, furto, maledicência ou qualquer outra coisa, é aquilo que o ser aprendeu a fazer e faz. Claro que se pudesse dar outra coisa, melhor, daria. Ninguém gosta de dar o pior de si se já sabe fazer algo diferente. E se ele só tem aquilo para dar, nos resta apenas aceitar. Ora, cada um está no seu processo evolutivo e traz consigo suas próprias imperfeições para serem trabalhadas. Essas imperfeições emergem com a convivência. Nos atritos do dia a dia, o ser mostra quem é. A cada momento, ele manifesta suas dificuldades que necessitam de reeducação. Assim somos todos nós.

O que acontece é que essas dificuldades, muitas vezes, promovem dor nos seres que com ele convivem. Afinal, todos nós gostamos de ser bem tratados, tratados com respeito, com carinho, com educação. Quando o ser faz algo que foge disto e não conseguimos compreender que esta é a única coisa que o outro pode nos dar, vem a mágoa.

Assim que compreendermos que cada um tem um estágio, um processo, uma bagagem e daria mais se tivesse mais, aprenderemos a aceitar o outro como é. A partir do momento que aceitamos, é fácil começar o processo de perdão...

Bom, isto é o que consegui pensar até agora, refletir e desenvolver em minha compreensão.

Se cada um dá o que tem e atraímos para nós seres "assim", primeiramente devemos olhar para nós e ver onde em nós está o que nos atraiu. Compreendedo-nos, podemos compreender nossos irmãos.

Perdoar... Doar... 


          

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