"Perdoai as nossas ofenças, assim como nós perdoamos a quem nos têm ofendido", assim disse o nosso amigo JC...
Bom, isso é muito lindo, muito legal, mas e na prática???
Como perdoar?
Tenho pensado muito nisso. Estou começando a puxar a pontinha no novelo.
Sei que o princípio é a aceitação.
Independente do que o outro nós fez, é de suma importância aceita-lo como é. Aceitando a natureza do ser, seja ela como for, compreendemos que o ser dá aquilo que tem. Ninguém dá o que não tem. Seja traição, mentira, furto, maledicência ou qualquer outra coisa, é aquilo que o ser aprendeu a fazer e faz. Claro que se pudesse dar outra coisa, melhor, daria. Ninguém gosta de dar o pior de si se já sabe fazer algo diferente. E se ele só tem aquilo para dar, nos resta apenas aceitar. Ora, cada um está no seu processo evolutivo e traz consigo suas próprias imperfeições para serem trabalhadas. Essas imperfeições emergem com a convivência. Nos atritos do dia a dia, o ser mostra quem é. A cada momento, ele manifesta suas dificuldades que necessitam de reeducação. Assim somos todos nós.
O que acontece é que essas dificuldades, muitas vezes, promovem dor nos seres que com ele convivem. Afinal, todos nós gostamos de ser bem tratados, tratados com respeito, com carinho, com educação. Quando o ser faz algo que foge disto e não conseguimos compreender que esta é a única coisa que o outro pode nos dar, vem a mágoa.
Assim que compreendermos que cada um tem um estágio, um processo, uma bagagem e daria mais se tivesse mais, aprenderemos a aceitar o outro como é. A partir do momento que aceitamos, é fácil começar o processo de perdão...
Bom, isto é o que consegui pensar até agora, refletir e desenvolver em minha compreensão.
Se cada um dá o que tem e atraímos para nós seres "assim", primeiramente devemos olhar para nós e ver onde em nós está o que nos atraiu. Compreendedo-nos, podemos compreender nossos irmãos.
Perdoar... Doar...




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