Tem coisas que não morrem nunca, mas não porque insistem em sobreviver,mas simplesmente porque elas são tão lindas, tão limpas, tão suaves e sutis que transpõem os limites da matéria, do tempo e do espaço.
Muitos amores vão embora e deixam vazio, dor, mágoa.
Mas tem outros que são tão bons, tão lindos, tão serenos que só deixam uma sensação de paz.
A gente costuma dizer que é louca ou louco por fulano, por ciclano, mas, alguém é são por alguém que já se foi???
Tem pessoas que são assim, que são tão doces, tão queridas, tão suaves que nos fazem sentir paz quando lembramos delas. Eu tenho um amor assim, que se foi sem nunca ter sido, que era algo tão bom, tão perfeito que a única coisa que atrapalhou foi o tempo e o espaço. Temos íntimos diferentes, espaços desconexos.
E ele foi... e foi sem deixar dor.
Mas era tão verdadeiro em mim que ainda vibra em minha alma e sempre que estou bem e serena ele aparece em desdobramento para falar das antigas promessas, dos planos, da vida atual, das nossas dificuldades, dos caminhos diferentes que decidimos seguir, e do nosso sentimento.
E sempre fica como uma promessa para um futuro que extravasa o limite dessa matéria e desse tempo presente
Sonho sempre com ele. Sonhos reais, com cor, cheiro, som, tato. Sonhos lindos e tranquilos que deixa muita saudade e muita paz.
Lembro em uma das últimas conversas nossas que ele disse que não estava triste, pois sabia que existiam outras vidas. Na época aquilo me conformou, pois eu que não quis tentar naquele momento e pensei "bom, se ele não está mal, fico bem". Esse é o tipo de desculpa que os espíritas dão: a próxima vida. Mas, hoje, depois de tanto tempo e tanta coisa que passei, de tantos relacionamentos tumultuados e dolorosos, acredito nas palavras dele.
E acredito porque simplesmente é algo diferente. Jà não o vejo há alguns anos e tenho muito pouco contato, quase nulo, mas em meus sonhos, nos momentos de paz e felicidade, lá está ele.
NO começo, os sonhos eram bons, porém perturbadores. Eram sempre promessas de mudar a realidade dos caminhos que escolhemos. Hoje, são apenas conversas a respeito desse caminho, a aceitação dolorosa de assumirmos as nossas escolhas e as tornarmos decisões de felicidade.
O último foi assim. Real, verdadeiro, saudoso e respeitoso. Como foi bom sentir o cheiro dele, o carinho do abraço fraterno, olhar aqueles olhos doces cheios de amor e ter a tanquilidade de que estamos ligados pelo amor que liberta e que um dia nos fará caminhar juntos na existência com o entendimento de almas que superaram a separação, amadureceram separadas e se encontrarão no mar de afinidades que possuem.
Poucos dos meus amigos sabem dessa história e os que sabem não sabem o quanto ela é assim para mim: saudadosa, resolvida por agora, doce e feliz.
Acho que esse é o verdadeiro amor, aquele que liberta e que é paciente. Acreditem que nem ciume eu tenho!!!
As outras histórias são diferentes e, infelizmente não são assim. Contudo, acredito que não sejam assim simplesmente pela natureza da ligação, do sentimento e pela história pregressa.
Sinto, do fundo da minha alma, que essa história é unica para mim. Mas desejo, do fundo do meu coração, poder esgotar todas as chances de cada uma de minhas histórias para poder sentir o que sinto em relação a essa: paz.
Mas, esgotar, para mim, não é não tentar, nem desistir, nem me esconder de uma história atrás de outra, e outra, e outra... É poder olhar para trás e dizer: Sou feliz, tentei tudo que pude e agora sou serena.
Nessa que contei nem tinha o que tentar, ela foi e não foi por desencontros da matéria.
As outras são desencontros do espírito e são esses quem precisam se resolver.
Encontros desencontrados
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Porque é bom ser feliz
- quinta-feira, 15 de julho de 2010
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