Continuando...

Agora é o começo...


Sábado foi um dia especial e estranho.
Como o tempo pode passar e não passar ao mesmo tempo?
Quando encontro minha turma de Jornalismo, vejo que o tempo passou muito. Alguns ficaram mais próximos uns dos outros, outros sumiram...
Mas aí, quando estão juntos, parece que ainda temos vinte anos e moramos em Londrina...
São as mesmas histórias, algumas novas revelações, mas é o mesmo clima.
Bom, agora passamos boa parte do tempo contextualizando nossos acompanhantes.
Aliás, deve ser chato estar conosco quando estamos juntos...

Lembrei de um fime com a Julia Roberts, cujo nome não me lembro, quando ela encontra o melhor amigo e começam a conversar e a noiva dele fica boiando, tentando se integrar...
Mas somos educados e, pelo menos, contextualizamos...

Eu posso dizer, por agora, é que estou com mais saudade de todos. Tive poucas oportunidades de reve-los: Um outro casamento, um churrasco, uma viagem a Rio Preto quando encontrei quatro, dos vinte soberanos (se tirarmos os que não temos contato, acho que somos uns quinze ou menos), e algumas visitas à Simone ou Maria Rita, poucas. Contudo, posso afirmar com certeza que desta vez foi quanto eu mais senti saudade. Já na hora de embora, ao ver o Fabicha e o Maneco se despedindo, tive muita vontade de chorar. Acho que não o fiz para conter a zoação.

Eu viajei com o propósito de me observar e refletir.
Primeiro, a viagem.
O casamento foi em Campinas. Saímos de São Paulo. A coisa mais estranha. Eu em São Paulo. O que sou eu morando em São Paulo? Que coisa sem noção! Bom, um dia comentei isso com a Camilinha e até pensamos em fazer planos para vir para cá, mas ficou no passado com outros tantos planos nossos.
Já ao entrar na van, esse estranhamento comigo mesma. O que faço em São Paulo.
Olhei para o pessoal. Meu Deus, estamos tão perto e não nos vemos... Culpa minha, em parte, que vivo dando bolo nas meninas. Mas, gosto tanto delas!!!
Chegamos causando, claro, afinal, somos nós.
E, aos poucos, outros amigos também foram chegando... Casais... O noivo... E, por fim, quando já estávamos na igreja, Fabicha e família. E que família linda!!!

Eu curti muito a festa. FAzia tempo que não me divertia tanto em uma festa. Pude dançar, beber, comer, rir. Pouco, bem pouco mesmo, parei para pensar nos meu problemas e quando o fiz foi para chegar a conclusão que estou melhor do jeito que estou.
De verdade, há muito tempo que não me sentia assim, feliz em uma festa!

Reparei bem nos meninos. Como eles estão crescidos. E como ainda se gostam!
E como eu gosto deles.

Comecei a faculdade querendo mudar. Terminei querendo ter desistido. Pensei em largar e só não o fiz pelos meus pais e pela Priscila e nosso TCC. Mas, se continuei fazendo um curso que não suportava, foi pelos amigos. Foi pela convivência com eles. Mesmo as brigas, os desentendimentos, os telejornais e radiojornais sofridos e sofríveis, os jornais que nunca foram publicados, eram motivos para estar junto.
Hoje vejo como eu tive sorte.
Observo outros amigos também já formados, seja em faculdades públicas ou particulares, em turmas grandes ou pequenas, e eles não têm isso.
O fabão disse que está foi a turma com a qual ele mais se identificou. Eu posso dizer que talvez não seja isso para mim, mas que é a turma na qual eu posso ser eu mesma com meus defeitos. Não preciso parecer inteligente, nem santa, nem boazinha, nem sei lá o que. Eu não tenho que ser "a lider", a boa aluna, a boa professora, o exemplo. Eu sou eu e sei que gostam de mim assim. E mesmo se não gostarem, eu gosto deles e é o que importa.
Tenho sorte, pois se o tempo parece não ter passado, é o sentimento que garante isso. E se depois de sete anos formados o tempo parece mesmo ter estagnado, é porque o sentimento é verdadeiro e hoje tenho certeza que isso será preservado para o resto da existência. Para mim, isso vale muito mais que o diploma... (Ainda que fosse um que valesse)

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