Recebi por email... Vale a reflexão...


Se no caminho do teu saara encontrares uma alma que te queira bem, aceita em silêncio o suave ardor da sua benquerença, mas não lhe peças coisa alguma, não exijas, não reclames nada do ente querido. Recebe com amor o que com amor te é dado - e continua a servir com perfeita humildade e despretensão. No dia e na hora em que uma alma impuser a outra alma um dever, uma obrigação, começa a agonia do amor, da amizade. Só num clima de absoluta espontaneidade pode viver esta plantinha delicada. E quando esta alma que te foi querida se afastar de ti - não a retenhas. Deixa que se vá em plena liberdade. Mais amiga te será ela em espontânea liberdade, longe de ti, do que em forçada escravidão, perto de ti. Se entre essa alma e a tua existir afinidade espiritual, não há distância, não há em todo o Universo espaço bastante grande que de ti possa alhear essa alma. Ainda que ela erguesse vôo e fixasse o seu tabernáculo para além das últimas praias do Sírio, para além das derradeiras fosforescências da Via-Láctea, para além das mais longínquas nebulosas dos mundos em formação - contigo estaria essa alma querida... Mas, se não vigorar afinidade espiritual entre ti e ela, poderá essa alma viver contigo sob o mesmo teto e contigo sentar-se à mesa - não será tua, nem haverá entre vós verdadeira união e felicidade.

Livro
De Alma Para Alma
Huberto Rohden
Editora Martin Claret

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